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Carro autônomo do Google vira peça de museu

Companhia decidiu aposentar o Firefly, simpático protótipo de dois lugares, para focar modelos convencionais adaptados

WM1 / 15/06/2017 às 12:45

O Google realiza pesquisas e desenvolvimento de carros autônomos desde 2009 e em 2014 lançou uma frota de veículos próprios, sem volante nem pedais, conhecidos como “Fireflies" e “Koalas”, graças a seu formato compacto, para dois ocupantes, e às suas formas arredondadas. Pois esses carros, cheios de tecnologia e nas ruas há apenas três anos, vão virar peça de museu.

A Waymo, divisão do Google dedicada aos automóveis autônomos, anunciou que está tirando os protótipos das ruas para concentrar as pesquisas utilizando veículos convencionais adaptados, sinalizando que a companhia desistiu de construir os carros robotizados ela mesma e, em vez disso, prefere desenvolver tecnologia para equipar modelos de montadoras já estabelecidas. A empresa já utilizou veículos da Lexus modificados em seus testes.

No caso, a Waymo já está há alguns meses trabalhando com uma frota de 600 unidades da minivan Chrysler Pacifica equipadas com todos os equipamentos e sensores para possibilitar a condução sem um motorista ao volante: radar, lasers e câmeras estão instaladas na carroceria para possibilitarem ao veículo “enxergar" o ambiente ao seu redor.

Uma central eletrônica dotada de inteligência artificial é encarregada de tomar as decisões em meio ao trânsito. As minivans (foto abaixo) têm estrutura reforçada para suportarem o peso adicional e não têm a limitação de velocidade do “Firefly”, que podia rodar a no máximo 40 km/h.

Na verdade, a aposentadoria do carrinho é para redução de custos. Em comunicado, a Waymo afirma que “ao focar veículos produzidos em massa com a minivan Pacifica, seremos capazes de trazer tecnologia de condução totalmente autônoma para mais pessoas e mais rapidamente”.

Agora fora de combate, os “Fireflies" viraram registro histórico. Em agosto, os carros estarão expostos no Centro de Ciências do Arizona, em Phoenix, nos Estados Unidos, e em outubro vão ser exibidos no museu The Thinkery, em Austin, no Texas, também nos EUA. Outras duas unidade também serão enviadas para o Museu da História dos Computadores, em Mountain View, na Califórnia, e também no Museu de Design de Londres, na Inglaterra.

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