Andamos no M7, a minivan anti-Spin da Lifan

Modelo representa salto de qualidade da Lifan, mas parece cópia do Ford S-Max

WM1 / 22/04/2017 às 10:00atualizado 23/04/2017 às 09:19

Chineses gostam de carros espaçosos, com rodas grandes, repletos de tecnologia e com um design chamativo. É isso que propõe o M7, último lançamento da Lifan em seu país de origem. A minivan representa um salto de qualidade nos produtos da marca e seria no Brasil um rival para a Chevrolet Spin.

A Lifan não tem planos concretos para a importação da minivan, mas tem pretensão de importar o veículo que pertence a uma categoria pouco explorada no nosso mercado e que perdeu espaço diante da ebulição de SUVs compactos – além da Spin, outro concorrente seria o JAC J6.

O diferencial do M7 seria a entrega de tecnologia, como disponibilidade de câmera 360° para facilitar manobras, faróis adaptativos e monitor de transição de faixa. O dilema da Lifan seria oferecer um carro que tenha tudo isso, mas que também possua preço competitivo – Spin e J6 estão na faixa de R$ 60.000 a R$ 68.000. “A questão é que não podemos baratear tanto o produto. Se for assim, vamos continuar passando essa imagem de que cobramos menos porque nosso produto é inferior”, considerou o vice-presidente da Lifan para o Brasil, Jhonny Fang.

O problema é que, embora tenha um nível de acabamento superior em relação a modelos mais antigos da Lifan, o M7 segue a tradicional receita chinesa de copiar o design alheio. A minivan é a cara do Ford S-Max, modelo que não é vendido no Brasil e chegará em breve na Argentina.

Em relação a powertrain, o Lifan M7 dispõe de motores 1.8 e 2.0 aspirados, além de um 1.5 turbo de 141 cv, o qual dirigimos dentro da sede da marca em Chongqing. Esta versão está pareada a um câmbio automático de oito velocidades, mas também opção manual de cinco marchas.

A impressão é de que a minivan é ágil, mas precisa encontrar uma melhor sintonia com o câmbio, ainda bastante ruidoso. A performance satisfatória é comprovada por uma aceleração de 0 a 100 km/h cumprida em 8,2 segundos, muito em função da disponibilidade de torque de 23,8 kgf.m disponível já aos 1.500 rpm. A suspensão, por sua vez, poderia ter ajuste mais firme.

O ponto alto do M7, no entanto, está no interior. O painel ostenta uma central multimídia com tela sensível ao toque de 10 polegadas. Ela tem iconografia colorida e intuitiva – conseguimos acessar todas as funções, mesmo com ajuste ao idioma local.

O acabamento suscita um ambiente mais requintado, porém, a qualidade dos materiais ainda precisar evoluir sensivelmente.

No final das contas, a importação do M7 seria uma boa para famílias grandes, uma vez que ele tem sete lugares, e também por conta da pouca quantidade de competidores. Mas o público poderia relutar em adquirir uma cópia tão descarada.

Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.

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