Rafael Paschoalin aposta no Flat Track

Diário do Paschoalin: Go Fast And Turn Left

Em busca de aprendizado, Rafa embarcou em uma viagem maluca nos EUA para competir no Flat Track

WM1 / 10/08/2017 às 15:15

Muitos quilômetros, litros de água, goles de energético e poucos banhos depois, cá estou eu, desfrutando de um mestrado em Flat Track com os melhores pilotos do mundo. Se você pegou o bonde andando, vale dar uma lida aqui na primeira parte dessa aventura. O propósito dessa viagem é aprender o máximo e entender o motivo pelo qual os melhores pilotos do mundo praticam essa modalidade. Veja abaixo algumas curiosidades e o que rolou até agora:

Largada – Isso não é motocross, você não precisa partir com a 2ª marcha. Uma pena que eu demorei duas corridas para descobrir isso.

Borracha – Siga a marca preta, sair dela geralmente te custa um ou dois segundos e a perda de algumas posições. Apesar da pista larga, uma faixa útil de no máximo 2m de largura é o traçado ideal.

Ultrapassagens – Se você não largou bem e não entendeu o lance da borracha, você dificilmente vai passar alguém. Caso esteja dominando os tópicos acima, as ultrapassagens geralmente acontecem na freada, mas para isso você precisa ter saído melhor da curva anterior.

Aderência – Nada é mais importante do que achar a aderência certa. Os tempos de volta são muito próximos e para você ter sucesso é preciso derrapar na medida certa, nem menos, nem mais. O tópico seguinte te explicará melhor!

Posicionamento – Transferir o peso para o eixo dianteiro ou traseiro na hora exata faz toda a diferença. Pilotos de Flat Track se movem mais do que o normal e esse é o jeito certo de se fazer as coisas. Em uma das minhas provas, dessa vez em um traçado muito pequeno chamado de Short-Circuit, eu simplesmente não conseguia tração e meus tempos de volta não baixavam de 14,5s. Um amigo me explicou que no momento da aceleração, quanto antes eu voltar aquele pé que está no chão para a pedaleira, mais tração eu terei. Na seção seguinte eu baixei quase 3 décimos de segundo e isso é uma eternidade em uma volta de 14 segundos!

Focado em assimilar o máximo de técnicas no mínimo de tempo, ainda tenho muito o que aprender e depois passar para vocês. No próximo texto vamos falar das mudanças na motocicleta. Até a próxima!