Chevrolet Tracker Premier 2018

Tracker ganha versão Premier e itens de segurança

​Configuração topo de linha do Chevrolet deixa de se chamar LTZ a partir do ano modelo 2018

WM1 / 31/10/2017 às 02:00

O Chevrolet Tracker é um modelo que sempre prezou pela oferta de itens de série a preço justo, e ele chega ao ano/modelo 2018 reforçando essa imagem. Além disso, é o segundo veículo da marca (depois do Equinox) a utilizar a nomenclatura Premier para identificar a versão topo de linha, que deixa de se chamar LTZ. A opção parte de R$ 96.790, mas pode ficar em R$ 99.990 com o pacote Premier II.

Não se trata, porém, de uma mera mudança de nome, já que a Chevrolet tem novas ambições para seu SUV compacto. Primeiro, porque o modelo passa a contar com itens de segurança como alerta de colisão frontal, alerta de mudança de faixa e airbags laterais e de cortina, somando-se ao duplo dianteiro, disponíveis para o pacote Premier II.

VERSÕES E PREÇOS

Chevrolet Tracker LT 2018

R$ 85.890

Chevrolet Tracker Premier I 2018

R$ 96.790

Chevrolet Tracker Premier II 2018

R$ 99.990

Segundo, porque quer explorar o potencial de vendas “dormente” do veículo, ampliando a capacidade de produção da fábrica do México, que, até então, deixava de produzir para o Brasil para a atender a demanda do mercado norte-americano. Com esse potencial fabril liberado, a GM espera dobrar o número de emplacamentos do modelo a médio prazo, já que a demanda por ele existe, de acordo com executivos da marca.

Além dos itens de segurança que passam a ser oferecidos agora, o Tracker já vem de série com faróis com regulagem de altura, projetor e luzes diurnas e lanternas em LED, sensor de estacionamento com câmera de ré, banco do motorista com regulagem elétrica para a lombar, sistema Easy Entry e partida sem chave, teto solar elétrico, MyLink com Android Auto e Apple CarPlay e o serviço de concierge OnStar.

Seu conjunto mecânico é um dos destaques, e um ponto muito forte em relação à concorrência, já que conta com um motor 1.4 turbo bicombustível com injeção direta, que rende até 153 cv e 24,5 kgfm. Com 90% desse torque disponível desde 1.500 rpm e a transmissão automática de 6 velocidades, o tempo de 9,4 segundos para atingir 100 km/h soa bastante conservador. Ainda mais depois que se sente a aceleração numa saída vigorosa de semáforo, por exemplo. A velocidade máxima é próxima dos 200 km/h.

 

Suas médias de consumo urbano são 7,3 km/l com etanol e 10,6 km/l com gasolina, e de consumo rodoviário são 8,2 com etanol e 11,7 com gasolina, números alinhados com o da concorrência. Devemos levar em conta o fato de que esses valores são obtidos em laboratório, e que podem variar de acordo com o estilo de direção de cada motorista. Mas são uma boa “meta” para quem quer deixar o mínimo de dinheiro em postos de combustível.

Como o comprador de SUV no Brasil tem um poder aquisitivo acima da média, o mix de vendas de Tracker LT (que continua sendo a versão de entrada) e Premier fica em 30% e 70%, respectivamente - como já acontecia com a configuração LTZ. E a marca enxerga que seu modelo entrega a qualidade adequada para o segmento e para a imagem que deseja passar ao consumidor de produtos mais exclusivos. Por isso, não tem planos de lançar uma versão LS para o modelo, da mesma forma que não enxerga no Onix o potencial para uma versão Premier, por se tratar de um veículo de grande volume de vendas, e sua gama já atender o público.

Agora nos resta esperar para ver se o investimento em oferta do Tracker resultará em mais veículos nas ruas. Pela percepção geral que tivemos dele, esperamos que sim.

Frustrou os pais quando falou sua primeira palavra: carro. Aprendeu a ler em revistas automotivas e respira o assunto 24 horas por dia, se tornando uma enciclopédia para os conhecidos. Para se envolver mais no ramo, se formou Técnico em Automobilística e hoje aplica a paixão e o conhecimento adquirido na Webmotors.

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