Fiat Argo 2018 Drive 1.3 GSR

O Argo quer mudar o que você pensa da Fiat

Mostramos todas as configurações do Argo e aceleramos as versões Driver 1.3 e Drive 1.3 GSR

WM1 / 31/05/2017 às 22:00

A Fiat estava incomodada em ver os concorrentes crescerem no segmento de hatches compactos. Enquanto Hyundai HB20 e Chevrolet Onix faziam sucesso, Palio e Punto sofriam para cativar os compradores. A chegada do Argo é a aposta da Fiat para reverter este cenário. O novo modelo tem preços que variam de R$ 46.800 até R$ 70.600, com opções de motores 1.0, 1.3 e 1.8. Mas o que será que o Argo traz de novidade para a Fiat estar tão confiante?

Antes vamos falar das versões, equipamentos e preços. A versão de entrada usa motor 1.0 três cilindros FireFly, que também está presente no Uno e no Mobi. Ele gera 77 cv de potência e torque de 10,9 mkgf quando abastecido com etanol. Segundo a fábrica, aceleração até 100 km/h demora 13,4 segundos. Mas falemos a verdade, o que importa nesta versão é o consumo. E a boa notícia é a nota A do Argo 1.0 no selo do Inmetro. Ele faz 14,2 km/l na cidade e 15,1 km/l na estrada com gasolina. Com etanol o consumo é de 9,9 km/l no trânsito urbano e 10,7 km/l na rodovia. Nesta configuração só existe opção de câmbio manual de cinco marchas.

Por conta do lançamento, a Fiat preparou uma série limitada do Argo chamada Opening Edition Mopar. Serão só 1.000 unidades com motor 1.8 e câmbio automático de série. Neste Argo há uma série de acessórios Mopar e a exclusiva cor Azul Portofino

De série o Argo 1.0 tem como itens principais direção elétrica, ar-condicionado, banco do motorista com ajuste de altura, travas elétricas, vidros dianteiros elétricos, sistema ISOFIX, sistema Start&stop e tela de 3,5 no cluster com as informações do computador de bordo. O preço da versão de entrada do Argo, chamada Drive, é R$ 46.800. É possível acrescentar central multimídia nesta versão, com isso o preço sobe para R$ 48.790.

Para quem busca um pouco mais de potência, a opção é a versão Drive com motor 1.3. Este quatro-cilindros também é da família FireFly e gera 109 cv e torque de 14,2 mkgf abastecido com etanol. Os números de fábrica dão conta de 0 a 100 km/h em 10,8 s e consumo de 12,9 km/l na cidade e 14,3 km/l na rodovia, com gasolina. Com etanol o 1.3 consegue 9,2 km/l no trecho urbano e 10,2 km/l na estrada.

Além de todos os equipamentos do Argo 1.0, a versão 1.3 traz também o sistema multimídia de 7 polegadas, sistema de monitoramento de pressão de pneus, volante multifuncional e entrada USB para os ocupantes do banco traseiro. O Argo 1.3 Drive custa R$ 53.900 e pode ser equipado com câmbio automatizado GSR. Desta maneira, além do câmbio, o Argo ganha na lista de itens os controles de estabilidade e tração, o sistema hill-holder (que auxilia a partida do carro em rampas), botão Sport no painel, borboletas atrás do volante para trocas de marchas, controle automático da velocidade de cruzeiro, vidros traseiros elétricos e retrovisores com setas e ajuste elétrico. Com tudo isso o preço do Argo 1.3 GSR pula para R$ 58.900

As configurações mais caras do Argo têm o motor 1.8 E.TorQ EVO VIS. Ele gera  139 cv de potência e torque de 19,3 mkgf, se estiver queimando etanol. Segundo a marca, o Argo alcança 100 km/h em 9,2 segundos. Há duas versões de acabamento, Precision e HGT, além de duas opções de câmbio, manual de cinco marchas e automático de seis marchas. Por falar nisso, nós já aceleramos o Argo HGT automático. Confira aqui como se comporta o hatch de R$ 70.600.

O Argo 1.8 Precision manual custa R$ 61.800 e traz a mais na lista de equipamentos o alarme antifurto, bancos traseiros bi-partidos, faróis de neblina, luzes de posição em LED e rodas de 15 polegadas. Ao escolher o câmbio automático o preço salta para R$ 67.800, mas ganha controle automático de velocidade de cruzeiro, borboletas atrás do volante para seleção das marchas e volante revestido em couro.

Com câmbio manual, o Argo 1.8 HGT custa R$ 64.600. Assim você também leva para casa uma coleção de toques estéticos. Começa pela parte inferior da grade dianteira em vermelho e continua pelo spoiler. Nas laterais há moldura preta, inclusive nas caixas de roda. Rodas que são exclusivas de 16 polegadas. Na traseira há saída de escape cromada. Por dentro há um acabamento vermelho que atravessa o painel, o cluster ganha uma tela de 7 polegadas que pode ser customizada para mostrar as informações que o motorista quer. O Argo HGT não é só estética, a suspensão tem calibração mais firme para se adaptar as rodas maiores e dar mais diversão ao volante.

Por conta do lançamento, a Fiat preparou uma série limitada do Argo chamada Opening Edition Mopar. Serão só 1.000 unidades com motor 1.8 e câmbio automático de série. Neste Argo há uma série de acessórios Mopar e a exclusiva cor Azul Portofino. Além dos olhos, a série limitada agrada ao bolso, pois o proprietário não vai pagar nada pelas três primeiras revisões. O preço ainda não divulgado pela Fiat, mas se espera algo acima de R$ 71 mil.

ACELERAMOS O ARGO 1.3 DRIVE

Chega de falar de bolso, vamos falar de como é viver com o Argo. Durante o evento de lançamento não estava disponível o motor 1.0, apenas as versões 1.3 e 1.8. Decidimos então acelerar o Argo 1.3, tanto com câmbio manual quanto com o automatizado GSR. Ao entar no Argo, a primeira impressão é de novidade. A Fiat conseguiu se descolar do design dos produtos mais antigos, deixando Toro, Mobi e Argo como representantes da nova filosofia de design da marca.

A posição de dirigir é fácil de achar, não é tão verticalizada quanto o Mobi nem tão afundada no banco quanto o Punto. Dá para achar conforto sem parecer um tiozão ao volante

Isso também vale para a carroceria, o olhar invocado do Argo não parece nada com os hatches “gente boa” que costumávamos ver. O acabamento também não é o do costume, houve uma evolução em qualidade de materiais e encaixes. Algo necessário para concorrer numa faixa tão ampla de preço.

A posição de dirigir é fácil de achar, não é tão verticalizada quanto o Mobi nem tão afundada no banco quanto o Punto. Dá para achar conforto sem parecer um tiozão ao volante. Os controles estão bem localizados, fáceis de encontrar. A visibilidade também está bem acertada, sem falhas graves.

Ao despertar o 1.3 há pouco ruído e o Argo desenvolve bem. É claro que toda a pompa de esportivo não aparece no desempenho do Fiat. No entanto, o hatch anda bem no trânsito urbano, com bom torque para vencer o chato anda e para de São Paulo. O câmbio manual é que continua com “jeitão” Fiat, meio suave demais e com curso longo entre as trocas. Engates mais curtos e secos são melhores e mais rápidos. Mas isso está longe de ser um defeito, apenas uma característica da marca. O câmbio automatizado GSR é muito bom se comparado aos primeiros Dualogic. Os trancos são menores e o Argo é mais inteligente para interpretar o que o motorista quer. Mesmo assim, um cliente que veio de um HB20, Onix ou Etios automático deve sentir a diferença optar pela versão 1.8 automática.

É bom saber que a Fiat fez uma real evolução da sua engenharia e design nos últimos tempos. Motores novos, plataformas inéditas e produtos em segmentos que a marca não atuava. O Argo tem tudo para conquistar clientes, principalmente nas versões 1.0 e 1.3

A suspensão está de acordo com o piso brasileiro, filtra bem as imperfeições sem chacoalhar muito a cabine. Não ouvimos batidas secas nem ruídos. Com o Argo mais embalado a suspensão segurou bem sem que os controles eletrônicos precisassem intervir. Talvez só uma pista de corrida (ou um motorista muito irresponsável) para perder o controle do Argo.

CONCLUSÃO

É bom saber que a Fiat fez uma real evolução da sua engenharia e design nos últimos tempos. Motores novos, plataformas inéditas e produtos em segmentos que a marca não atuava. O Argo tem tudo para conquistar clientes, principalmente nas versões 1.0 e 1.3. Já as versões 1.8 acima de R$ 60 mil devem ter vida complicada para sair da concessionária. Afinal, pagar R$ 70 mil e parar no semáforo ao lado de um “irmão” de R$ 46 mil não faz bem ao ego nem bolso.

Por Carlos Cereijo

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