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Mercedes-Benz GLA ff 200 Advance

Mercedes-Benz GLA 2017 muda nos detalhes

SUV traz novidades pontuais em design, itens de série, tecnologia e acabamento, mas mantém conjunto mecânico

WM1 / 09/08/2017 às 01:00atualizado 10/08/2017 às 10:52

Com modificações pontuais, perceptíveis somente aos olhos dos detalhistas, o Mercedes-Benz GLA 2017 foi apresentada na segunda-feira, em São Paulo. Apesar de chamado de ‘novo’, o SUVzinho da marca alemã fabricado em Iracemápolis (SP) passou apenas por uma leve atualização de meia vida. Os preços ficam entre R$ 158.900 e R$ 359.900.

Por fora, a busca foi, sem crescer medidas – continua com 4,41 metros de comprimento –, trabalhar o design para dar impressão de um utilitário esportivo mais robusto. Para isso, a grade dianteira é nova e traz os elementos do ‘irmão’ GLS e o para-choque ganhou aplique em alumínio na base, algo típico dos SUVs da Mercedes. Os faróis também foram levemente redesenhados, mantendo o mesmo olhar do ‘velho’ GLA.

VERSÕES & PREÇOS

GLA 200 ff Style

R$ 158.900

GLA 200 ff Advance

R$ 175.900

GLA 200 ff Enduro

R$ 203.900

GLA 250 Sport

R$ 232.900

GLA 45 4MATIC AMG

R$ 359.900

O para-choque traseiro ganhou vincos mais marcantes em busca de músculos mais definidos e as lanternas, com novos desenho e configuração, trazem tecnologia Stardust – mesma utilizada no atual Classe E e que modula automaticamente a intensidade da luminosidade das luzes de freio e seta. As rodas de liga leve de 18 polegadas agora têm desenho exclusivo para o modelo.

Para o acabamento interno, a Mercedes apostou em uma evolução dos materiais. Em algumas versões, por exemplo passa a utilizar revestimento dos bancos com dois materiais – couro nos contornos e tecido no meio – e alumínio escovado, algo utilizado em veículos AMG, até então. A central multimídia continua posicionada como um tablet e a tela segue não sendo sensível ao toque, mas agora é compatível com Apple CarPlay e Android Auto – este último com possibilidade de projetar na tela Apps como Waze e Whatsapp.

O Mercedes-Benz GLA é oferecido em cinco versões de acabamento: GLA 200 ff Style (R$ 158.900), GLA 200 ff Advance (R$ 175.900), GLA 200 ff Enduro (R$ 203.900), GLA 250 Sport (R$ 232.900) e GLA  45 4MATIC AMG (R$ 359.900). As quatro primeiras configurações são feitas no Brasil e a última, com preparação AMG, é importada da Alemanha.

O conjunto mecânico das três primeiras continua sendo motor 1.6 16V bicombustível turbo (quatro cilindros) de até 156 cv de potência e 25,49 kgf.m de torque. A transmissão é automática de dupla embreagem e sete velocidades (7G-DCT). A aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 8,1 segundos e a velocidade máxima é de 215 km/h (limitada eletronicamente).

ATÉ O LITORAL

Para um primeiro contato com o renovado GLA, rodamos pouco mais de 300 km de São Paulo até São Sebastião, litoral norte do Estado. O comportamento dinâmico, como era esperado, não mudou muito. Aliás, continua o mesmo. O bom motor sobrealimentado consegue entregar arrancadas interessantes, já que o a força (25,49 kgf.m) está no pé entre 1.200 e 4.000 rpm. Não chega a ser um assombro de esportividade, especialmente por pesar 1.435 kg.

 transmissão tem um casamento muito harmônico com o propulsor. Parece até antever a demanda dos ‘quatro canecos’, deixando a marcha correta no torque correto quando estamos em busca de mais torque para uma ultrapassagem por exemplo, ou quando estamos em uma condução mais soft, apenas passeando. Há as aletas atrás do volante para uma tocada mais esportiva, mas é o tipo de recurso que eu abriria mão – deixaria apenas para a configuração com toque AMG...

O Dynamic Select possibilidade escolher entre quatro comportamentos levemente distintos. São eles: ECO, Comfort, Sport e Individual. Na ECO e Comfort, o comportamento do GLA é suave. Quando pisamos fundo no acelerador, o kick down (redução de marcha para ganhar mais torque) acontece de maneira intensa, mas mais tardia que quando na opção Sport, quando o Mercedes fica mais sensível a qualquer estímulo, especialmente quando carcamos o pedal da direita no assoalho. A direção elétrica fica bastante firme e precisa, quando em velocidades mais elevadas.

A suspensão tem comportamento confortável, apesar de em algumas situações a batida ser bem seca. Em um pequeno trecho de estrada de terra batida – nada extremo –, foi possível perceber a rigidez do conjunto que causou certo desconforto. No entanto, no asfalto, quando se entra mais ‘quente’ nas curvas, a inclinação da carroceria não chega a incomodar, transmitindo confiança para o motorista abusar um pouco mais na próxima.

O GLA tem controles de tração e estabilidade de série em todas as versões, mas por ser um veículo que não entrega – e nem tem a pretensão de entregar – alta performance, o sistema não entrou em funcionamento em nenhum momento – é preciso levar em conta também que não encaramos pista úmida ou molhada, quando este recurso se torna mais importante em termos de segurança.

E por falar em segurança, o GLA traz, junto ao controle de estabilidade, recurso que ajuda a manter o veículo na trajetória da curva, caso identifique que há uma saída de frente. Por meio de sensores espalhados pelo veículo, o sistema atua no freio da roda interna e no torque da externa durante a curva, trazendo o Mercedes para a linha ideal. Também com recurso de Pré-carregamento dos freios, que prepara o sistema o sistema para uma frenagem brusca ao identificar que o motorista tirou rapidamente o pé do acelerador. O GLA tem ainda sistema de secagem do disco do freio.

Entre os itens de série, destaque para os sete airbags (frontais, laterais, tipo cortina e de joelhos para o motorista), Start-Stop para economia de combustível, pneus run-flat, ajustes elétricos do banco do motorista e manual do passageiro, coluna de direção com regulagens mecânicas de altura e profundidade, ar condicionado de apenas uma zona, volante multifuncional, sensor de chuva, Isofix e freio de estacionamento eletrônico.

CONCLUSÃO

Apesar de ser o segundo carro mais vendido da Mercedes no Brasil, atrás apenas do aparentemente imbatível Classe C, o GLA não é – e continuará não sendo – um SUV arrebatador. Aquele de provocar paixões arrebatadoras à primeira vista. É, no entanto, um veículo que entrega o que promete com uma pitada extra de racionalidade. A versão 2017, é fato, evoluiu pontualmente em relação à anterior em quase todos os sentidos – design, equipamentos e tecnologia (menos performance) –, mas não se surpreenda se chegar em uma concessionária Mercedes e não se surpreender.

Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...

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