Ford Mustang GT 2018

Mais invocado, Ford Mustang 2018 é revelado

Sexta geração do 'pony car' perde motor 3.7 V6 e agrega transmissão de 10 marchas ao 'coração' 5.0 V8

WM1 / 17/01/2017 às 16:45

A Ford apresentou nesta terça-feira (17) o primeiro facelift da sexta geração do Mustang, cerca de dois anos e meio após seu lançamento. Além de uma nítida mudança no design – representado especialmente pela dianteira mais invocada –, há um rearranjo da gama de motores com (infelizmente) a aposentadoria do motor 3.7 V6...

De cara é possível ver uma frente intimidadora – e é isso o que queremos deste mítico pony car. Os faróis são novos (mais afilados), o para-choque foi redesenhado e a grade dianteira cresceu. O capô esté 20 mm mais baixo. A traseira ganhou lanternas em formato de ‘C’ ainda mais acentuado, agregando personalidade. O difusor também ficou mais ‘bombado’, ganhando protagonismo junto com as quatro ponteiras da saída dupla de escape. Mudanças pontuais, mas refinadas.

Por dentro as mudanças também aconteceram de maneira cirúrgica e de muito bom gosto. Destaque para o painel de instrumentos, que passa a ganhar uma opção de cluster digital em tela de TFT  – algo mais moderno, mas que não substitui o charme dos leitores analógicos, que continuam sendo ofertados. E a central multimídia Sync 3.

MECÂNICA

Fim da linha para o motor 3.7 V6. E o motivo é simples: vendas! As configurações com ‘coração’ de seis ‘canecos’ não estavam entregando os números esperados nas concessionárias. Com isso ficam apenas as opções 2.3 Ecoboost (turbo e de quatro cilindros) e a intocável 5.0 V8. Esta última não apenas foi mantida, mas também retrabalhada, ganhando injeção direta de combustível e aumentando a taxa de compressão (yes!), de acordo com informações da Ford. No entanto, dados sobre potência, torque ou mesmo performance (aceleração de 0 a 100 km/h ou velocidade máxima) estão sob sigilo, ainda.

Outra novidade é a adoção de uma nova transmissão automática de 10 marchas para o 5.0 V8, substituindo a anterior de apenas seis velocidades. A proposta é clara: dar mais agilidade ao Mustang em marchas mais baixas e gerar uma certa ‘economia de combustível’ – se é que isso existe quando estamos falando deste ‘horse’ – em engrenagens mais elevadas. O câmbio manual de seis marchas continua sendo ofertado também, mas passa a contar com embreagem de disco duplo.

Ainda segundo a fabricante, toda a parte de suspensão – especialmente a personalidade dos amortecedores – foi retrabalhada em prol de uma rigidez ainda maior.

Ah! E só para avisar, é com esta cara nova e este conjunto mecânico afinado é que o Ford Mustang desembarcará oficialmente no Brasil em 2018, como a própria marca anunciou no Salão do Automóvel de São Paulo do ano passado. E este 2017 que não acaba...

Com combustível de alta octanagem correndo pelas veias, a equipe de jornalistas do WM1 está sempre acelerando em busca das informações mais relevantes para quem está à procura do melhor negócio ou é apenas mais um aficionado por carros!

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