Chevrolet Equinox Premier 2018

Chevrolet Equinox chega por R$ 149.900

SUV que substituirá o Captiva chega às concessionárias em outubro com motor 2.0 turbo de 262 cv

WM1 / 19/09/2017 às 17:30

A Chevrolet anunciou nesta terça-feira, em São Paulo, que o Equinox custará R$ 149.900 em sua única versão, a Premier. Importado do México, onde é produzido, o utilitário esportivo chega às concessionárias da marca em todo o Brasil dia 20 de outubro com a missão de substituir o Captiva, e se posicionar entre o Tracker e o Trailblazer. O programa de pré-venda tem início nesta quarta-feira (20).

A terceira geração do Equinox, SUV da General Motors que mais vende no mundo, será equipada no Brasil com motor 2.0 turbo de quatro cilindros, capaz de gerar 262 cv de potência máxima e torque de 37 kgf.m. O câmbio é automático de 9 marchas e a tração integral (AWD), sob demanda. O Chevrolet Equinox utiliza a mesma plataforma D2 da família do novo Cruze, fabricado na Argentina. Com isso, o SUV de 4,65 metros de comprimento – sendo 2,72 metros de distância entre os eixos – ficou 180 quilos mais leve em relação à geração anterior. O porta-malas tem capacidade para 847 litros.

Em termos de design, o Equinox brasileiro terá as maçanetas e os retrovisores externos na cor do veículo, rodas de liga leve de 19 polegadas e grande frontal ampla e cromada. Os cromados, aliás, estão em diversos outros detalhes do veículo, como moldura das maçanetas e dos vidros.

Internamente, o acabamento não surpreende muito, seguindo mesma filosofia do Chevrolet Cruze. Os bancos são revestidos em couro, assim como painel das portas, e os cromados presentes no exterior também aparecem em alguns detalhes internos, como nas saídas de ar e nos botões de controle do ar-condicionado. O painel de instrumentos tem conta-giros e velocímetros analógicos, separados pelo computador de bordo em LCD. Aliás, destaque para a tela sensível ao torque da central multimídia MyLink 2, compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

O Chevrolet Equinox será equipado ainda com alerta de mudança de faixa, sistema que corrige a trajetória do veículo caso o mesmo esteja saindo de sua faixa de rolagem e sistema de freio automático de emergência em caso de colisão eminente. Serviço de concièrge OnStar, claro, também é de série em seu pacote mais completo. E tecnologia semiautônoma de estacionamento também é equipamento de fábrica.

MERCADO

O Chevrolet Equinox chega para competir com Jeep Compass, Honda CR-V, Peugeot 3008, Kia Sportage, Hyundai New Tucson, Mitsubishi Outlander e até Audi Q3. E o objetivo é bem claro: fazer frente à concorrência. "Não queremos ser mais um na festa. Queremos ser o dono da festa", declarou Hermann Mahnke, diretor de Marketing da General Motors América do Sul. Até o final deste ano, a marca fala em emplacar aproximadamente 700 unidades por mês, número bastante arrojado, mas que, de acordo com o próprio executivo, ainda não está fechado.

Sobre a possibilidade de as cotas de importação comprometerem as vendas do Equinox, importado do México, Mahnke deixou claro que esta não é uma preocupação diante do atual momento do mercado automotivo brasileiro, que deverá fechar 2017 com cerca de 2 milhões de emplacamentos.

Mahnke deixou claro que o Equinox será comercializado inicialmente somente na versão mais completa Premier. Sobre a chance de passar a trazer também configurações com motor 1.5 Turbo e transmissão automática de seis marchas, ele cravou que "podemos, mas não está no horizonte". O executivo exaltou ainda que em outros mercados existem opções com menos equipamentos, mas que neste momento este não é o objetivo. "Tudo vai depender de como o mercado irá reagir", afirmou.

Além de atingir um número interessante de emplacamentos, o Equinox, para a Chevrolet, desembarca com o objetivo de trabalhar a marca. Para Mahnke, os modelos passam por um momento de consolidação, já que, segundo ele, nos últimos cinco anos os modelos que são responsáveis por cerca de 70% das vendas da marca no Brasil mudaram de nome. 

Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...

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