Inspirados no passado

Projetos modernos ressuscitam ícones como o Stratos e o Interlagos

WM1 / 20/12/2006 às 12:38atualizado 29/06/2016 às 21:21
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- A paixão por um carro antigo quase nunca está apenas no que o veículo em questão oferece, mas sim nas lembranças que ele traz ou na admiração e desejo que provocava quando era fabricado. Para quem não pode comprar o antigo dos sonhos por ele ser difícil de encontrar ou porque o bolso não permite, a nostalgia no design tem permitido andar com carros modernos e quase tão charmosos quanto os de antigamente, como a Chevrolet HHR, inspirada na Suburban, de 1949, que deve chegar no ano que vem ao mercado brasileiro, o Chrysler PT Cruiser, o Volkswagen New Beetle e, sob importação independente, o Ford Mustang e o Mini. Pois há mais dois desses carros ainda em gestação, inspirados no Lancia Stratos e no Willys Interlagos, que prometem mexer com os corações de muita gente.

Projetado pelos então formandos do Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, João Paulo Cunha Melo e Felipe Guimarães Coelho, o Interlagos não pode mais ser Willys, já que a fábrica foi comprada pela Ford, mas as chances de produção do novo carro são grandes. Até porque a mecânica é toda da Renault e a marca bem que poderia apoiar o projeto, como a Volkswagen fez com o TAC Stark, de Santa Catarina leia mais sobre esse jipe aqui.

Os motivos para isso são muitos. O principal deles é que um carro que se torna objeto de desejo sempre faz bem para uma marca. No caso do novo Interlagos, despertar desejos não seria nada difícil, a levar em conta apenas o desenho. Alia-se a ele o fato de o carro ter sido concebido para ser um esportivo de baixo custo, o que o tornará acessível, e de alto desempenho.

Para atingir esse objetivo, um dos fatores fundamentais é o peso, que deve ser baixo, assim como o do original, que pesava no máximo 570 kg. O outro é o motor, que é bem mais interessante que o original: ele usa o quatro-cilindros de 2 litros do Mégane, que tem o dobro do tamanho do usado no Willys.

A potência não se contenta em ser só o dobro da original: é pelo menos três vezes maior, de 142 cv, uma melhoria em relação ao motor do Mégane, que tem 138 cv. Quem quiser um carro mais apimentado ainda tem a possibilidade de aumentar a potência sem grandes modificações, como mostra o Clio III Sport leia mais sobre ele aqui, que tem 197 cv aspirado. O câmbio será o manual de seis marchas do mesmo sedã, tudo montado transversalmente entre os eixos, mais especificamente atrás do eixo traseiro, encarregado de empurrar o novo Interlagos para a frente.

Se chegar às ruas, de preferência às brasileiras, já que ele também pode ser feito exclusivamente para exportação, o carro terá 3,87 m de comprimento, entreeixos de 2,43 m, para garantir mais agilidade, e apenas 1,15 m de altura, bem de acordo com o carro original, famoso, entre outras coisas, por ser bem baixo.

A lição de casa foi feita com competência pelos projetistas, hoje sócios da Wide Industrial Design: além de projetar o novo Interlagos, Melo e Coelho também cotaram custos de desenvolvimento, testes, homologação e produção do veículo, valor de venda, com o posicionamento de mercado, o conceito de uma possível fábrica e os fornecedores potenciais, tudo com o cronograma correspondente.

Outra possibilidade seria a associação com outras marcas de esportivos nacionais, como a Lobini, que pretende ampliar sua linha, e a Chamonix, especializada em réplicas de Porsche e conhecida pelo acabamento excelente de seus carros. Aos antigomobilistas resta torcer para que algum investidor interessado em materializar o projeto se manifeste, especialmente depois de visitar o site da Wide: www.wideid.com.br.

Inglês italianado

Mais certo de ser produzido está um ícone mundial, o Lancia Stratos, recriado pela casa inglesa de design Fenomenon. Ao lado da Prodrive, especializada em veículos de competição, ela construirá, a partir de 2009, 450 unidades do NewStratos, como ela chama o veículo.

A ser fabricado em três versões, a Stradale cupê, a Barchetta roadster e a Competizione para participar de corridas, como o nome denuncia, que terão 150 unidades cada, o New Stratos não realizará o sonho de todos os fãs do carro, mas deixará contentes os que eram apaixonados pelo original, que também teve produção baixa: 492 unidades deixaram a Lancia.

Campeão de ralis leia mais sobre ele aqui, o Lancia tinha motor V6 de 270 cv, o mesmo que equipava o Ferrari Dino. Para manter a tradição, o NewStratos também pegou da Ferrari o motor, mas ele, desta vez, é um poderoso V8 de 425 cv, que originalmente equipa o F360 Stradale. Assim como o Lancia e como o futuro Interlagos, o NewStratos tem tração traseira, uma tradição esportiva.

O peso também é razoavelmente baixo para um carro de 3,93 m de comprimento: apenas uma tonelada, o que se explica pelo emprego de fibra de carbono para construir sua carroceria.

O preço do NewStratos, como o motor Ferrari e a produção baixa já denunciam, não deve ser dos menores, pelo contrário. De qualquer forma, será um privilégio ver de volta às ruas um carro tão especial, ainda mais com as benesses que a tecnologia atual proporciona. Fica a expectativa para saber que outro antigo servirá de inspiração para novos carros, já que essa tendência nostálgica dá sinais de ter vindo para ficar. O antigomobilismo, homenageado, agradece.

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