Vídeo: Primeiro contato com o Jeep Renegade

WebMotors já testou o modelo que chega em março ao mercado brasileiro

WM1 / Fevereiro 2015
Arquivo

(San José, Califórnia) Passagens com troncos de madeira, rochas, lama e desníveis de terra formavam um pequeno circuito off-road em meio à imensidão de do Hollister Hills, um dos belos parques estaduais da Califórnia, nos Estados Unidos. Mas foi preciso dar apenas duas voltas para perceber que o desafio do Jeep Renegade frente à trilha era até menor que o de nossa equipe - tínhamos apenas 40 minutos para gravar todas as imagens de ação, tempo disponível na programação do evento após um dia longo de test-drive.  

Câmeras a postos, equipe pronta, e a chuva ameaçando voltar para deixar nossa aventura mais divertida. O Jeep? Estava tranquilo... Com seletor automático do painel em 4WD e primeira marcha em reduzida, ele já começava a tirar onda. Para usar os ganchos de reboque, exclusivos da versão Trailhawk, topo de linha, seria preciso muita lama por ali.

O Renegade Trailhawk tem suspensão elevada em dois centímetros em relação às demais versões. Além disso, foi projetado com ângulos de entrada e saída de 30,5 e 34 graus, respectivamente, que o fazem passar com tranquilidade pelos trechos mais difíceis. E ainda traz uma combinação de sistemas favoráveis para a terra: primeira marcha com reduzida, bloqueio de diferencial traseiro, que oferece torque de modo equivalente para as rodas mesmo que uma delas esteja suspensa, e o Select-Terrain, sistema inteligente que adapta o veículo a cinco tipos diferentes de terreno (automático, neve, areia, lama e pedras).

Todas essas características, somadas à tradição da Jeep como marca off-road, dão ao Renegade o status de um autêntico aventureiro. Na trilha, a impressão é a de estar dirigindo um SUV de maior porte, robusto e preparado para o espírito “trilheiro”. Ainda que seus donos nunca o coloquem na terra...

No Brasil, todas as configurações (Sport, Longitude e Trailhawk) serão oferecidas com a opção de tração 4x4, sempre com motor 2.0 turbodiesel de 170 cavalos e o moderno câmbio automático de nove marchas, que já equipa o Cherokee e será oferecido exclusivamente nos modelos com esse propulsor. O motor 1.8 eTorQ Flex, de 132 cavalos, já conhecido do Bravo, também será uma opção para os modelos de entrada do Renegade, com opções de câmbio manual de cinco marchas e automático de seis velocidades. Apenas o Trailhawk não terá opção de motor flex e tração 4x2.

Na cidade, o Jeep roda confortável. A versão que experimentamos foi a intermediária, que nos Estados Unidos é chamada de Latitude, e no Brasil será Longitude. E ao contrário do que acontece nos trechos de terra, a sensação em vias urbanas é a de estar em um carro compacto, apesar do bom espaço interno para quatro adultos. O ponto desfavorável é o porta-malas de apenas 350 litros, menor que o dos concorrentes Ford EcoSport (362 l) e Renault Duster (457 l).

As opções de cores de acabamento interno para o Brasil ainda não foram divulgadas, mas o padrão de itens seguirá o do modelo que vemos no vídeo: volante multifuncional, com comandos para o sistema de entretenimento e bluetooth, painel de instrumentos com display digital, além de tela touch screen no centro do painel, que poderá ser de 5’’ e de 6,5’’ polegadas, de acordo com a configuração.

Nenhuma versão disponível durante o test-drive trazia os motores que serão oferecidos no Brasil. Deu apenas para ter um gostinho de como é o câmbio de nove marchas, com trocas leves e silenciosas no modelo com motor 2.4 a gasolina que dirigimos, mas que por enquanto não será oferecido no mercado brasileiro. Outro motor disponível nos Estados Unidos é o 1.4 MultiAir turbo, que conhecemos como flex no Fiat 500.

Segundo a Jeep, novas versões estão sendo estudados para o Brasil. Enquanto elas não são reveladas, a fábrica da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) em Goiana, Pernambuco, já está a pleno vapor na produção dos primeiros exemplares do Jeep, nas três configurações anunciadas. Os preços oficiais serão revelados durante lançamento oficial à imprensa brasileira, que acontece no final de março. A estimativa está sobre a faixa dos R$ 68 mil aos R$ 110 mil. 

(Texto: Carina Mazarotto, do Bufalos, especial para o Webmotors)

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