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Jeep Compass Longitude 2.0 4x4 AT6

Jeep Compass

Marca/Modelo

R$ 132.990 / R$ 132.990

Versão Base / Versão Testada

2.0 16V MultiJet / Dianteiro / Quatro Cilindros

Motor

Overview

Com bom comportamento dinâmico, agradável lista de itens de série e preço competitivo, Jeep Compass chega com credenciais para ser um best-seller no segmento, assim como é o Jeep Renegade

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Novo Jeep Compass 2017 cumpre o que promete

WM1 testou versão Longitude 2.0 diesel, que parte de R$ 132.990

WM1 / 28/09/2016 às 12:00

O smartphone toca na hora do almoço. Do outro lado da linha, o assessor de imprensa dispara sem cerimônias: “quer dirigir o novo Jeep Compass? Caso sim, esteja amanhã às 8h30 no escritório da FCA (Fiat Chrysler Automobiles), em São Paulo”. Para convites incisivos como este, que beiram a intimação judicial, a opção de negar simplesmente não existe. E lá estava eu, no dia seguinte, pronto para acelerar a versão Longitude 2.0 4x4 AT9 do já apelidado ‘Baby Gran’ – alusão às semelhanças estéticas com o irmão Gran Cherokee.

Como o teste aconteceu semanas antes do lançamento mundial, o local escolhido foi um circuito fechado na cidade de Tuiutí, interior de São Paulo. Nenhuma imagem poderia vazar. Fotos não deveriam ser publicadas antes de hoje, 28 de setembro, as 9h. O segredo de estado era tão forte que a sensação era de estar a caminho de conhecer uma nova arma de guerra do exército norte-americano, e não a nova geração do Compass – que, aliás, será produzido em Goiana, Pernambuco, no México, na China e na Índia.

Removida a capa no boxe da pista, o Azul Pacific da unidade a ser acelerada salta aos olhos. Arranca elogios de alguns dos poucos jornalistas especializados ali presentes. No entanto, acima do tom, o que mais impressiona é o design. Em quase nada lembra o velho e insosso Compass. As linhas estão mais marcantes e imponentes. A antiga discrição, que sugeria até certa fragilidade – algo que um Jeep não pode, de forma alguma, ser – sai de cena para dar lugar a vincos mais imponentes. O Compass está mais robusto. E, realmente, a alcunha de ‘Baby Gran’ lhe cai muito bem...

Por dentro, o acabamento está primoroso. E eu não esperava nada menos que isso, pois estamos falando de um utilitário esportivo que parte (em sua versão) de R$ 132.990. E mesmo sendo o único entre seus concorrentes a ter opção de motor diesel, a briga com Mitsubishi ASX, Kia Sportage, Hyundai ix35, Audi Q3, BMW X1 e Mercedes-Benz GLA promete ser dura. Os bancos são revestidos em couro (opcionais). Peças plásticas e emborrachadas – todas agradáveis ao toque – estão muito bem encaixadas, não apresentam falhas ou rebarbas. Tudo lembra muito o Renegade, mas com um requinte superior. O teto solar está lá, mas assim como o revestimento dos bancos, é opcional.

Novo Jeep Compass 2017 terá dois motores: 2.0 16V MultiJet Turbodiesel e o novo 2.0 16V TigerShark bicombustível

As regulagens elétricas do banco e os ajustes manuais (altura e profundidade) da coluna de direção permitem, em poucos segundos, encontrar a melhor posição ao volante, que, além de multifuncional, tem excelente empunhadura.

Deixo a chave descansando no bolso da calça e aperto o botão start-stop para dar vida aos quatro cilindros do motor 2.0 16V Multijet II. Sabe aquele barulho característico dos motores à diesel? Então, no Compass é praticamente imperceptível com as rotações abaixo dos 1.000 rpm. O trabalho de isolamento acústico foi muito bem feito – no caso do Renegade, por exemplo, o ronco do propulsor é mais presente no habitáculo. A tremedeira que os ‘blocos’ a diesel também provocam em alguns SUVs, no Compass, é zero.

Posiciono a manopla do câmbio automático de 9 marchas no ‘D’ (Drive) e arranco para a pista. Mesmo rodando lentamente, a transmissão trabalha freneticamente, de maneira quase imperceptível, passando marchas para cima em busca da engrenagem ideal. No seletor posicionado no console central (Select-Terrain) opto pelo Auto, já que vamos rodar apenas no asfalto. Nesta opção, a tração atual sob demanda, jogando o torque para as rodas dianteiras prioritariamente, mas, caso necessários, distribuindo a força também para o eixo traseiro. Há as opções lama (Mud), areia (Sand) e neve (Snow), que foram ignoradas – na configuração Trailhawk também é possível escolher a configuração pedra (Rock).

Versões e Preços

Jeep Compass Sport 2.0 Flex AT6

R$ 99.990

Jeep Compass Longitude 2.0 Flex AT6

R$ 106.990

Jeep Compass Limited 2.0 Flex AT6

R$ 124.990

Jeep Compass Longitude 2.0 4x4 AT9

R$ 132.990

Jeep Compass Trailhawk 2.0 4x4 AT9

R$ 149.990

Aqui no Brasil, o Compass contará com um novo motor nas versões 4x2. Trata-se do novo 2.0 16V TigerShark bicombustível. Este propulsor estará nas versões Sport, Longitude e Limited, além da configuração de lançamento Opening Edition, que é baseada na Longitude, mas com mais equipamentos de série. Este bloco TigerShark é produzido no México e desenvolve 166 cv de potência máxima e 20,5 kgf.m de torque. Já a motor diesel estará somente nas opções Longitude e Trailhawk.

Com torque de 35,7 kgf.m disponível já a partir de 1.750 giros, o Compass deixa claro que está pronto para um pé direito mais pesado. E é exatamente isso que faço após as primeiras curvas. Cravo o acelerador no assoalho e faço o ponteiro do conta-giros bater as 4.500 rotações. O motor fala mais alto e ganho velocidade de forma linear, mas longe de impressionar. Na reta mais longa, passos dos 100 km/h sem dificuldades, provando que os 170 cv de potência estão na medida. A 120 km/h, o ponteiro descansa a cerca de 1.800 giros. Excelente.

Transmissão é automática de 9 marchas e a tração é 4x4 com quatro modos de condução: Auto, Lama, Areia e Neve

Em números, o Compass Longitude diesel acelera de 0 a 100 km/h em 10 segundos e a velocidade máxima é de 194 km/h. E de acordo com dados oferecidos pela própria Jeep, o consumo de combustível em ciclo urbano é de 9,8 km/l e na cidade, 11,4 km/l. Uma função start-stop (desliga e liga o veículo em semáforos, por exemplo) ajudaria a melhor esses índices, que não são ruins, mas poderiam ser melhores.

Para aumentar a diversão, chamo as trocas de marchas para as aletas atrás do volante (paddle shift), que é de série em todas as versões à diesel. Elas (borboletas) são pequenas e dividem espaço com os comandos do sistema de som. Como o asfalto é bom – não há buracos ‘generosos’ como nas ruas de São Paulo -, não pude testar a capacidade de absorção do conjunto de suspensões, que são independentes nas quatro rodas e com calibragem específica para o Brasil. O que é possível notar é uma leve inclinação da carroceria em curvas mais acentuadas e frenagens mais bruscas. Nada, porém, que incomode ou prejudique o conforto.

Aliás, os controles de tração e estabilidade estão presentes e atuam sempre que ameaço, propositalmente, passar dos limites – o que é excelente, pensando que o Compass é um carro para a família e não para cravar o recorde em Nurburgring...

O comportamento da direção elétrica chamou atenção para o bem e para mal. Em baixas velocidades é extremamente leve e confortável, já em velocidades mais elevadas ela... continua extremamente leve! O ideal seria que o sistema deixasse o volante mais firme (rígido) com o aumento da velocidade, transmitindo maior confiança ao motorista em rodovias, por exemplo.

O pacote de equipamentos de série do Compass agrada: ar condicionado de duas zonas, câmera de ré, sensor de estacionamento traseiro, travas e vidros elétricos, freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), airbag duplo frontal, Isofix para fixação da cadeirinha infantil, auxiliar de partida em rampa, rodas de liga leve de 18 polegadas, controlador e limitador de velocidade. Destaque para a central multimídia com tela de 8,4 polegadas sensível ao toque e funções como navegação por GPS – ponto negativo é que o sistema ainda não é compatível com Android Auto e Apple CarPlay.

Entre os opcionais, destaque para o Pacote Safety, que traz airbags laterais, tipo cortina e de joelhos para o motorista. O outro pacote é o Premium, que agrega bancos revestidos em couro, som Beats de 506 W, sensores de chuva e acendimento automático dos faróis, e retrovisor interno eletrocrômico.

O espaço interno do Jeep não chega a ser uma imensidão, mas agrada. Com 4,41 metros de comprimento, a distância entre os eixos é de apenas 2,63 metros – número ligeiramente acanhado, levando-se em conta alguns sedãs médios (rivais indiretos do Compass) com 2,70 metros, como a 10ª geração do Honda Civic. O porta-malas é uma excelente cartada, com 410 litros de capacidade. O Renegade, por exemplo, tem menos de 300 litros.

Conclusão

Esqueça o velho Compass. O ‘Baby Gran’ é um outro carro. E, desta vez, merece ter tatuada em todas as suas partes a marca Jeep. O conjunto mecânico (motor, câmbio, freios e suspensão) está em perfeita sintonia com a proposta do veículo, o espaço interno é bom para cinco passageiros e o pacote de equipamentos de série e opcionais atendem a quem paga R$ 132.990 para colocar uma versão Longitude 2.0 4x4 AT9 na garagem. Alerta: não vá pensando que Renegade e Compass são parecidos. As diferenças existem – e não são poucas...

PowerTrain
PowerTrain

PowerTrain

Desempenho
Desempenho

Desempenho

Dimensões
Dimensões

Dimensões

Dinâmica
Dinâmica

Dinâmica

Capacidades
Capacidades

Capacidades

Motor
2.0 16V MultiJet / Dianteiro / Quatro Cilindros
Câmbio
Automático de 9 Marchas
Potência
170 cv (D)
Torque
35,7 Kgf.M (D)
PowerTrain
Motor 2.0 16V MultiJet Turbodeisel tem 170 cv de potência e 35,7 kgf.m de torque.
Consumo Cidade
9,8 km/l (D)
Consumo Estrada
11,4 km/l (D)
Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 10 segundos e a velocidade máxima é de 194 km/h
Dimensões
Jeep Compass tem 4,41 metros de comprimento, 2,63 metros de entre-eixos e pesa 1.717 kg.
Dinâmica
Jeep Compass Longitude tem freio a disco, suspensão independente, rodas de 18 polegadas e direção elétrica.
Porta Malas
410 Litros
Tanque de Combustível
60 Litros
Ocupantes
5
Carga útil
400 kg
Capacidades
Porta-malas tem capacidade para 410 litros.

Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...

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