Newsletter
Share

Redes Sociais

Nissan Kicks SV Limited

Nissan Kicks

Marca/Modelo

R$ 84.900 / R$ 86.250

Versão Base / Versão Testada

Dianteira

Tração

432 Litros

Bagageiro

8.9

Overview

Tem um dos melhores espaços interno da categoria, entrega um desempenho equilibrado entre eficiência (consumo de combustível) e performance - especialmente na cidade - e apresenta um custo-benefício que salta aos olhos.

Encontre o carro ideal para o seu bolso!

Nissan Kicks SV Limited é a alternativa racional

Versão intermediária agrada pelo custo-benefício, espaço interno e desempenho equilibrado entre consumo e performance

WM1 / 26/02/2017 às 09:15atualizado 30/03/2017 às 13:20

Existem modelos que conquistam logo na primeira troca de olhares. Outros, no entanto, precisam de tempo para seduzir. Necessitam ‘cair na rotina’ para se tornarem atraente. Este é o caso do Nissan Kicks em sua versão intermediária SV Limited, que parte de R$ 84.900 – R$ 7.000 menos que a opção topo de linha SL. A garantia de fábrica é de 3 anos, sem limite de quilometragem.

Não cabe a mim discutir se o Kicks é bonito ou não. Gosto é gosto, e cada um tem o seu. Eu, particularmente, acho o Nissan interessante, apesar de ter um desenho que segue as linhas dos utilitários esportivos japoneses. Seu design cheio de vincos e ângulos me apetece, devo admitir. Mas o que faz do Kicks ser um bom partido são outros atributos...

Ponto a Ponto

Score

O versão SV Limited do Nissan Kicks é uma versão mais racional e em conta que a topo de linha SL, custando R$ 7.000 menos. Apresenta-se como a opção mais interessante - e consolidade, no momento - aos líderes do segmento Honda HR-V e Jeep Renegade.
8.9

Média opinião do dono

E o principal é o custo-benefício. Consegue, diante da concorrência, entregar um bom pacote de equipamentos de série pelo o que cobra. Estou falando de ar-condicionado automático digital, sensor de estacionamento traseiro, câmera de ré, faróis de neblina, central multimídia com tela de 7 polegadas sensível ao toque, rádio CD player com MP3, entrada USB e conexão Bluetooth, alarme, vidros, travas e espelhos retrovisores elétricos, ISOFIX para fixação da cadeirinha de criança, airbag duplo frontal, freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), encosto de cabeça e cinto de três pontos para os ocupantes do banco traseiro. Resumindo: é bastante completinho.

Ficou faltando um controlado e limitador de velocidade, e revestimento dos bancos em couro. O único opcional disponível é a pintura, que pode custar R$ 1.350 a mais – é o caso deste marrom, que a Nissan chama de Cinza Rust.

PowerTrain
PowerTrain

PowerTrain

Desempenho
Desempenho

Desempenho

Dimensões
Dimensões

Dimensões

Dinâmica
Dinâmica

Dinâmica

Capacidades
Capacidades

Capacidades

Powertrain
Nissan Kicks SV Limited é equipado com motor 1.6 16V Flex e transmissão automática CVT (continuamente variável).
Desempenho
Aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 12 segundos e a velocidade máxima é de 175 km/h.
Dimensões
São 4,29 metros de comprimento e 2,62 metros de distância entre os eixos. Porta-malas tem capacidade para 432 litros.
Dinâmica
Suspensão é tipo McPherson na dianteira e eixo de torção na traseira. Freios são a disco na dianteira e tambor na traseira.
Porta Malas
432 Litros
Tanque de Combustível
41 Litros
Ocupantes
5
Carga útil
427 kg
Capacidades
Tem um dos maiores porta-malas da categoria (432 litros), mas um dos menores tanques de combustível (41 litros).

O interior também é espaçoso. É um dos maiores da categoria – neste quesito, o recém-lançado Renault Captur está um passo à frente. Tem exatamente os 4,29 metros de comprimento do HR-V, e 2,62 metros de distância entre os eixos – 1 centímetro a mais que o Honda. O porta-malas tem 432 litros, somente 5 litros a menos que o concorrente japonês. Quem viaja no banco traseiro não enfrenta problemas com joelho, ombro ou cabeça, e abriga muito bem a cadeirinha de criança.

A posição ao volante (multifuncional e revestido com couro) também é boa, sendo um pouco mais elevada em comparação ao do HR-V, transmitindo a sensação de estar em um SUV. Há ajuste de altura do banco, e regulagens de altura e profundidade da coluna de direção. É questão de segundos para ‘vestir’ o Nissan Kicks.

O acabamento é extremamente sóbrio – algo comum em modelos de marcas nipônicas. O que é bom. Não salta aos olhos pelo requinte, mas não peca com peças mal encaixadas ou rebarbas aparentes. Tudo é na medida. Os bancos são em tecido, o mesmo material que reveste o painel das portas. Há vários porta-trecos, o que no dia a dia faz a diferença – para mim, por exemplo, que carrego a casa dentro do carro, ajuda bastante.

Uma característica exclusiva do Kicks é o painel de instrumentos. Diferente dos demais. Enquanto o velocímetro analógico está do lado direito, do esquerdo está uma tela em HD que permite visualizar até 12 funções, entre elas o conta-giros, consumo, configurações do veículo, informações do GPS da central multimídia, entre outros.

RODANDO

O Kicks também conquista à medida que se anda com ele, especialmente na cidade. O motor 1.6 16V Flex casa muito bem com esta transmissão automática CVT. É uma relação extremamente equilibrada, o que acaba proporcionando conforto. Com 114 cv – está longe de ser um dos mais potente da categoria – e 15,5 kgf.m de torque (4.000 rpm), o Nissan é sim esperto nas saídas e retomadas. E muito se deve aos seus 1.133 kg, o que o faz um dos mais leves do segmento.

A impressão inicial é que o Nissan Kicks é ‘beberrão’, pois as visitas aos postos de combustível são com frequência um pouco maior. A realidade, porém, é outra. Os níveis de consumo são 'ok', com 8,1 km/l (etanol) e 11,4 km/h (gasolina) no perímetro urbano, de acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem do INMETRO - poderiam ser melhores se tivesse sistema start-stop. Na estrada os números ficam em 9,6 km/h (etanol) e 13,7 km/l (gasolina). Por isso, a sensação de ser ‘beberrão’ acontece por conta do tamanho do tanque: apenas 41 litros. A concorrência trabalha com compartimentos maiores, com até 55 litros, como a do Creta.

A direção elétrica é extremamente leve para manobras e ganha peso progressivo à medida que a velocidade aumenta. Os controles de tração e estabilidade estão presentes, recurso que o novo Chevrolet Tracker, por exemplo, não oferece sequer como opcional. O Nissan Kicks também tem de série sistemas que atuam no controle do movimento da carroceria por meio de sensores que alertam o freio motor e freio de cada uma das rodas para, em caso de início de descontrole, ajudar o motorista retomar o comando do veículo. No entanto, o bom equilíbrio do SUV faz com que estes recursos raramente entrem em ação – ainda bem!

A ressalva fica por conta dos freios a tambor na traseira, que poderiam ser a disco como na dianteira. A suspensão tem ajuste na medida – independente tipo McPherson com barra estabilizadora na frente e eixo de torção atrás. É firme o suficiente para evitar uma inclinação exagerada da carroceria, mas soft para absorver com competência a buraqueira das ruas e avenidas das ruas brasileiras.

CUSTOS

Os custos de seguro do Nissan Kicks ficaram um pouco elevados. O preço médio (homem, 35 anos, casado e com filhos) da apólice ficou em R$ 6.100 e a franquia em R$ 4.750. Já as seis primeiras revisões ficaram com um valor bastante competitivo: R$ 2.994.

PREÇOS DAS REVISÕES PERIÓDICAS

12 meses ou 10.000 km

R$ 419,00

24 meses ou 20.000km

R$ 579,00

36 meses ou 30.000 km

R$ 419,00

48 meses ou 40.000 km

R$ 579,00

60 meses ou 50.000 km

R$ 419,00

72 meses ou 60.000 km

R$ 579,00

CONCLUSÃO

O Kicks me conquistou aos poucos nos dias em que o testei. É, na minha opinião, a melhor alternativa para aqueles racionais que acham o Honda HR-V ‘caro’ e pouco equipado, e consideram o Jeep Renegade pequeno demais para suas necessidades e meio ‘manco’ na versão com motor 1.8 – especialmente esta versão SV Limited. O Nissan tem espaço interno muito bom (um dos melhores da categoria), preço competitivo, custo-benefício interessante e desempenho extremamente equilibrado entre desempenho e eficiência (consumo de combustível).

Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...

Matérias relacionadas