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Trilha em modo automático

Jaguar Land Rover 'mergulha' nas tecnologias autônomas

WM1 / 12/07/2016 às 18:45atualizado 15/07/2016 às 11:28

WM1 está rumo à cidade inglesa de Birmingham para ver de perto quais os planos da Jaguar Land Rover para o futoro em termos de tecnologia. Em um evento para pouquíssimos veículos da imprensa mundial, a marca irá divulgar onde e no que vem investindo suas libras.

A principal das tecnologias foi batizada de Direção Autônoma em Todos os Terrenos, que sugere que um carro autônomo esteja apto para dirigir sobre qualquer tipo de superfície ou terreno, on e off-road. Sim, inclusive situações de off-road extremo. Aí, nós que conhecemos bem a valentia dos veículos da Land Rover, e que também adoramos colocar o velho jipe na lama – e tirá-lo de lá depois, claro –,  nos perguntamos: qual a graça de fazer uma trilha com um 4x4 autônomo?!

Tony Harper, diretor de Pesquisa da Jaguar Land Rover, explicou que mais que transpor os obstáculos, a finalidade da tecnologia é, principalmente ajudar um veículo autônomo a percorrer o seu caminho com total segurança, esteja onde estiver. "Não queremos limitar apenas ao asfalto essas futuras tecnologias totalmente autônomas. Quando o motorista encontra outro tipo de terreno, nós queremos também continuar proporcionando a mesma assistência.”

A Jaguar Land Rover nos adiantou que seus pesquisadores estão desenvolvendo sistemas de detecção, que atuarão como os olhos do carro autônomo do futuro. Trata-se de sensores sempre ativos que proporcionarão ao veículo altos níveis de inteligência artificial, necessários para que ele planeje a rota sem o auxílio do motorista. Pelo menos o poder de decisão para julgar se o carro tem capacidade de transpor um obstáculo ainda é seu.

Diferentemente dos sensores que identificam o tipo de piso e ajustam diversos parâmetros do carro –como o Terrain Response -, desta vez, em modo autônomo, o carro prevê o terreno que ele vai encontrar cinco metros à frente. Uma combinação de sensores ultrassônicos de câmera medem a distância até um obstáculo com o uso de raios-laser, além de radares, que dão ao veículo uma visão 360º. Trocando em miúdos, o carro deve ser capaz de digitalizar e analisar a superfície por passa, além de perigos como barreiras, troncos de árvores, pedras, entre outros.

O motorista pode “avisar” ao carro caso ele esteja carregando uma bicicleta no bagageiro, por exemplo, e o carro vai alertar o condutor com uma mensagem se há altura suficiente para ele passar. O sistema ainda identifica se o terreno acidentado, escorregadio, se há buracos e até mesmo água parada.

Além disso, a marca está conectando seus carros por uma tecnologia chamada Dedicated Short Range Communications (DSRC), criando o “Off-road Connected Convoy”. Os carros passam a se comunicar, compartilham informações em tempo real, e podem trafegar em comboio durante uma trilha. Enquanto isso, o motorita pode fazer um selfie e admirar a paisagem.

Como toda essa tecnologia funciona é o que vamos descobrir lá na terra da Rainha. O que sabemos até agora é que o projeto possui investimento de £3,75 bilhões até março de 2017. Fique ligado aqui na WM1!

Sempre preferiu carrinhos a bonecas. Seu primeiro brinquedo motorizado foi um Jeep Willys 1951, que dirige até hoje. É realizada escrevendo sobre veículos, seja ele qual for. Acorda cedo para assistir ao MotoGP.

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