Terceira idade é alvo de carros autônomos

Segundo instituto, idosos serão principais beneficiados

WM1 / Março 2016

A cada dia cerca de dez mil pessoas completam 65 anos de idade nos Estados Unidos, gente que tem uma vida estável, mais recursos que os jovens e limitação na mobilidade. Um mercado apetitoso para o carro autônomo.

A indústria está de olho nesse poderoso segmento, que forma uma legião de 43 milhões de pessoas nos Estados Unidos e outros milhões em todo o mundo. Elas são os consumidores potenciais dos carros que andam sozinho, sem a interferência do motorista, ops, do ocupante!

“Pela primeira vez na história a Terceira Idade é o principal foco de uma nova tecnologia”, disse Joseph Coughlin, do MIT, sigla em inglês do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EU, à agência Bloomberg.

Ele argumenta que a necessidade de mobilidade, de ir ao médico, de visitar parentes e amigos, adquire uma grande importância nessa idade, sobretudo porque 79% das pessoas mais velhas vivem em bairros de subúrbio ou na zona rural.

Para o especialista, o consumido jovem está interessado na conectividade, no telefone celular, mas serão os consumidores de mais de cinquenta anos os primeiros a comprarem os carros autônomos.

O carro autônomo vai atender também pessoas bem mais velhas, de 90 anos ou mais, que abriram mão de dirigir pela dificuldade de manusear as novas tecnologias, mas eu estariam atendidas com o carro autônomo.

“A mobilidade deve estar disponível para milhões de pessoas do mundo que não têm o privilégio de contar com uma carteira de motorrita pelas suas limitações físicas”, disse Joseph Coughlin.

Ao projetar os carros autônomos a indústria já se preocupa em desenhar modelos que incorporam as necessidades dos consumidores mais velhos. Nos laboratórios, engenheiros e designers usam "traje de idosos " que incorpora óculos de visão restrita e luvas que afetam a redução controle e força dos dedos.

O uso de carro autônomo na Terceira Idade pode contribuir também para a redução dos acidentes. No Japão, estatísticas indicam que os motoristas mais velhos causam mais acidentes de trânsito com vítimas.