VMax Infrared é homenagem com força e estilo

Customizadora mistura dragster e café racer para celebrar os 30 anos do modelo

WM1 / 27/02/2015 às 14:32atualizado 10/07/2016 às 15:00
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“A Yamaha VMax tem sido um ícone desde que estourou nas ruas em 1985 como  modelo inspirado nas corridas tipo drag”. Shun Miyazawa, gerente de produto da Yamaha Europa, acertou em cheio ao definir a power cruiser que, há 30 anos, é sinônimo de potência e músculo em duas rodas.

Para comemorar a data, a marca japonesa aproveitou seu projeto Yard Built, no qual customizadores europeus são convidados a personalizar modelos da marca, para criar a VMax definitiva. O resultado é a rubusta Infrared, que mescla a proposta de drag bike da moto com o estilo café racer para provar que, mesmo balzaquiana, a moto ainda é capaz de fazer muita streetfighter de hoje em dia comer poeira.

Quem recebeu a honra de personalizar a power cruiser foi o alemão Jens vom Brauck, da oficina que leva suas iniciais JvB-moto. “O objetivo era mostrar os genes de dragster da moto. Quando você acelera forte a VMax você sente essa força brutal do motor. É isso que eu queria expressar no design”, explica vom Brauck, comentando ainda que o modelo é uma das responsáveis por despertar seu fascínio por motos, desde os quinze anos.

Mais power do que cruiser

Para dar vida à sua ideia, Brauck deu mais ênfase ao lado esportivo da VMax e  remodelou o corpo da moto para ficar mais próximo de uma café racer do que sua proposta original, com mais cara de cruiser. Assim, um novo subquadro em alumínio foi criado, no qual o assento monoposto aparece em uma estrutura mais alta e estreita, como nas nakeds. O para-lama traseiro foi eliminado. Já o guidão foi substituído por uma barra mais baixa e reta. O farol é feito em fibra de carbono e tem desenho mais simples e arredondado, assim como era na moto de 1985.   

Aliás, as famosas entradas de ar em forma de corneta ao lado do tanque não só foram mantidas como são feitas a partir das peças usadas na primeira geração da moto.  Completam o aspecto esportivo o escape único Termignoni do lado direito, que substitui os dois escapes duplos curtos que ladeiam a moto na versão que sai de fábrica atualmente. Caixa de ar e parte elétrica também foram alteradas, incluindo um novo conta-giros da Autometer, o mesmo usado nos carros tipo dragster. 

Da mesma forma que acontece em outros projetos do selo Yard Built, o motor foi mantido original. O que não diminui a Infrared em nada, afinal estamos falando de um quatro cilindros em “V” de 1.679 cm³ capaz de chegar aos 200 cv de potência máxima a 9.000 rpm, enquanto o torque máximo é de 17 kgf.m disponíveis nos 6.500 giros. Tudo isso levado à roda traseira por um eixo-cardã.  

O peso não importa, mas a cor sim

Uma vez que a moto recebeu mais características de naked, algumas peças foram substituídas por outras em alumínio para deixar a moto um pouco mais leve. Foi o caso do tanque e do para-lama dianteiro. Entretanto, Jens vom Brauck revelou não estar assim tão preocupado com o peso. “Uma moto com mais de 300 kg normalmente não seria o tipo de modelo base de uma JvB, mas a VMax é diferente. Uma vez que você sente aquele tipo de entrega de potência, você já está viciado  e esquece do peso”, descontrai o customizador alemão.

Mas mostrar potência não era o único foco do projeto. Era preciso fazer tributo às três décadas da moto e vom Brauck não esqueceu disso. “O tema dos 30 anos de VMax reflete no design. Além das entradas de ar serem feitas com base nas da primeira geração da moto, a pintura vermelha – daí o nome Infrared – é a mesma usada pela equipe de competição da Yamaha em 1985”, explica. Para completar a comemoração, as rodas receberam uma cobertura de carbono e, na traseira, há a inscrição “30 Years Vmax” (30 anos de Vmax).

A Infrared, claro, agradou ao pessoal da Yamaha e o gerente de produto da Yamaha Europa, Shun Miyazawa, foi todo elogios à JvB, cuja sede fica em Colônia. “Nós somos grande fãs do trabalho dele e achamos que seu estilo minimalista e industrial caiu bem para a VMax”, finaliza o executivo. Sendo assim, só podemos desejar vida longa à VMax e que venham outras maravilhas feitas para o projeto Yard Built.

 

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