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Brutale 800 muda para ficar mais eficiente nas ruas

MV agusta atualiza sua naked para 2016 com mais torque, eletrônica e novo design

WM1 / 29/01/2016 às 10:05atualizado 10/07/2016 às 14:46
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Há 15 anos, a italiana MV Agusta lançava a linha Brutale, com a premissa de oferecer uma naked com design de tirar o fôlego e equipada com motor de alto desempenho. Nesta festa de debutantes, quem recebeu roupa de gala foi a Brutale 800. Contudo, o design não foi a única preocupação da marca, que também revisou motor e ciclística da tricilíndrica com um objetivo bastante ambicioso: criar a melhor Brutale de todos os tempos.

Totalmente redesenhada, mas sem perder seu DNA, a nova versão traz novo conjunto óptico. Mais arredondado e totalmente feito em LED, o farol harmoniza melhor com as linhas trapezoidais do tanque, este com capacidade para 16,5litros. Mudanças também na traseira, com destaque para o suporte de placa. Agora preso ao monobraço, a peça está rente à roda e deixa a rabeta livre e ainda mais radical.

Para melhorar o conforto, a Brutale 800 ganhou novos guidão e assento, agora em dois níveis com alça da garupa retrátil. Entre os traços marcantes que a moto conserva estão o quadro em treliça, os três tubos de escape que ficam do lado direito da moto e as belas rodas de liga leve que, na traseira, fica exposta em função do monobraço.

Mais eficiência nas ruas

A Brutale ganhou a última geração do motor de três cilindros, quatro tempos, 12 válvulas, de exatos 798 cm³, desenvolvido pela Casa de Varese. Segundo a MV, a nova naked está mais eficiente nas ruas. Isso por conta do torque máximo de 8,4 kgf.m a 7.600 rpm. Além de ser 25% maior do que em sua antecessora, a força está mais bem distribuída, uma vez que 90% dela já está disponível nos 3.600 giros. 

O custo dessa melhoria foi a potência máxima. Antes na casa dos 125 cv, a Brutale 800 agora fornece até 116 cv a 11.500 rpm. Vale lembrar que a marca italiana também regulou o motor para atender às exigentes normas de emissões do euro 4. 

Entretanto, não foi apenas a mecânica que recebeu atenção. O novo cardápio eletrônico traz uma versão ainda mais afinada, que integra controle de tração ajustável em oito níveis, freios ABS e câmbio assistido (quickshift) que permite subidas e descidas de marcha ABS sem o auxílio da embreagem.

Ciclística afinada

Em função da nova distância entre-eixos, que foi aumentada em 20mm (passou para 1.400mm), a nova Brutale 800 ganhou novo chassis de aço treliçado, que é integrado com placas de liga de alumínio. Na dianteira, a moto usa suspensão invertida (upside-down) Marzocchi, com tubos de 43 mm de diâmetro – confeccionados em alumínio – e 125 mm de curso. Na traseira, suspensão monoamortecida da marca Sachs, com 124 mm de curso. Para auxiliar no amortecimento e também nas frenagens, a Brutale usa os novos pneus Pirelli Diablo Rosso III, que equipa pela primeira vez uma moto de série.

O sistema de freios da grife Brembo traz na dianteira discos duplos flutuantes de 320 mm de diâmetro e pinças de quatro pistões. Já na roda traseira disco simples de 220 mm de diâmetro, que é mordida por uma pinça de duplo pistão. Para garantir frenagens mais eficientes, mesmo em situações de emergência, a Brutale 800 está equipada sistema Bosch ABS 9. O peso a seco é de 175 kg.

BOX: NASCE UM MITO

A linha MV Agusta Brutale nasceu em 13 de setembro de 2000, data em que o modelo 750 Serie Oro foi apresentado oficialmente no salão de motos da Alemanha (Intermot). Este modelo redefiniu o conceito de desempenho, aliado às linhas pouco ortodoxas, com desenho do farol diferenciado e os canos de escape serrados. 

Em mais de 70 anos de história da marca, a Brutale é um sucesso de crítica e vendas, contando com mais de 30 mil unidades comercializadas. É, segundo a MV, o modelo mais vendido na história da marca. Hoje, a marca de Varese produz em sua planta italiana as linhas de 675, 800 e 1090 cc da naked, que promete seguir como uma das opções mais radicais do segmento.  

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