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Breakout entra para o line-up 2015 da Harley

modelo exclusivo e limitado da linha CVO passa a integrar a família Softail

WM1 / 16/02/2015 às 00:00atualizado 10/07/2016 às 15:00
Arquivo

Com estilo agressivo e imponente, a Harley-Davidson Breakout caiu no gosto dos consumidores da marca norte-americana. Depois de estrear em 2013 como um modelo CVO, ou seja, construído pela divisão de motos customizadas da fábrica, a Breakout entrou para o line-up da Harley no Brasil em 2015 para ser mais uma opção da família Softail. Embora tenha perdido diversos itens personalizados e exclusivos, a Softail Breakout manteve seu estilo longo e baixo e chega a um preço mais acessível: a partir de R$ 58.700 - ainda elevado, mas inferior ao valor da versão CVO, comercializada no ano passado por aqui a R$ 98.700.  

A principal diferença está no motor: enquanto a Breakout CVO vinha equipada com o Twin Cam 110 de dois cilindros em “V”, preparado com um kit de desempenho da linha Screamin' Eagle que aumentava sua capacidade para 1802 cm³, a Breakout Softail traz o V2 em sua versão com 96 polegadas cúbicas, exatos 1.585 cm³ de capacidade.

ESTILO
Apesar de o motor menor e menos acessórios diferenciados, a “nova” Breakout conta com as características que fizeram dela um sucesso. Um garfo dianteiro alongado, guidão drag-bar, para-lamas mais curtos, roda de 21 polegadas na dianteira, e um enorme pneu de 240 mm de largura na roda traseira. Vale destacar o desenho das belas rodas de liga-leve com diversos raios, com inspiração nos Gasser, estilo de veículos das décadas de 1940 e 1950.

“Nós queríamos chegar à essência da motocicleta, o que significa enfatizar o conjunto motriz e as rodas”, explica Kirk Rasmussen, gerente de estilo da Harley-Davidson. “A pintura do motor, misturando elementos em preto e cromados, destaca-o no centro da moto. Para que os pneus aparecessem ainda mais os pára-lamas foram cortados e são mais curtos”, completa o projetista da marca. Além do motor, o tanque de óleo sob o banco e as duas ponteiras de escapamento são pintadas de preto.

O chassi Softail busca “imitar” as antigas motos rabo-duro, sem amortecedor na traseira, mas na verdade estes estão instalados horizontalmente no quadro sob o motor. O simples mostrador redondo que compõe o painel é fixado ao suporte do guidão e completa o visual longo e baixo da Breakout.

LONGA E BAIXA ATÉ DEMAIS
O banco a apenas 66 cm do solo torna fácil a tarefa de montar na Breakout. Mas o guidão reto e as pedaleiras avançadas dificultam a vida dos pilotos de estatura média. Meço 1,71 m e para ter a Breakout sob controle era preciso curvar um pouco as costas e esticar braços e pernas para alcançar os comandos. A posição de pilotagem dá pistas de que a proposta da Breakout não é fazer longas viagens.

Afinal, foi lançada pela Harley como uma moto com visual e “atitude” para as ruas. Seu porte e design chamam a atenção na cidade, ainda mais na unidade testada com a pintura Hard Candy Custom, com flocos brilhantes de metal, que acrescenta R$ 1.650 ao preço da moto (totalizando R$ 60.350). Rodar com a Breakout é como desfilar por aí com uma moto customizada, você torna-se o centro das atenções.

O bom torque em baixas rotações do motor V2, mesmo com sua capacidade reduzida em relação ao modelo CVO, facilita rodar em marchas altas e rotações baixas. O câmbio tem seis velocidades bem escalonadas para aproveitar essa força do motor, porém não traz a sexta marcha over-drive, reforçando que não se trata de uma “estradeira”.

A Breakout serve bem para um role urbano, desde que não haja muito trânsito, pois sua largura é de quase um metro – exatos 91,5 cm. Por outro lado, o largo guidão facilita manejar a Breakout e as mudanças de direção não são tão difíceis como o largo pneu traseiro faz supor. Já para contornar curvas, as pedaleiras avançadas são o limite e elas raspam no chão com frequência, mesmo em curvas mais abertas.

CONCLUSÃO
A Breakout é o tipo de moto para encarar uma viagem curta, naquela escapada rápida com os amigos no domingo de manhã. Divertida de pilotar, com motor de sobra para arrancadas emocionantes no semáforo e uma ciclística estável em rodovias de asfalto bom e sem muitas curvas. Mas nada prática para o uso diário e até mesmo para viajar. Afinal, o banco para a garupa é minúsculo e a posição de pilotagem não está entre as mais confortáveis das motos Harley-Davidson.

Mas tem qualidades que muitos buscam em uma moto de final de semana: atitude e beleza. O design longo e baixo levado ao extremo com o garfo alongado e um ângulo de cáster de 35°, com roda grande na dianteira e um largo pneuzão na traseira, garante um visual imponente que atrai olhares por onde passa. A Breakout é daquelas motos que dá vontade de tirar da garagem e levar para os amigos verem e admirarem.

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