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Honda CG 160

As 10 motos mais vendidas em 2016

Veja a lista das preferidas do motociclista brasileiro

WM1 / 07/01/2017 às 12:30

A venda de motos, assim como o desempenho da economia brasileira, no ano passado decepcionou. Foram emplacados 997.979 veículos de duas rodas. Queda de 21,62% em comparação ao resultado de 2015 (1.273.252) e a primeira vez desde 2004 que o setor não atinge a marca de 1 milhão de unidades vendidas. Os revendedores apostam em uma retomada da economia no segundo semestre deste ano e um crescimento, tímido, de 4,4% nas vendas em 2017 – torcemos para que analistas, economistas e empresários do setor estejam certos.

Até porque o resultado pode ter sido ainda pior, pois os números compilados pela Fenabrave, a federação que reúne os distribuidores de veículos no Brasil, são baseados nos emplacamentos divulgados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). E, particularmente em 2016, entrou em vigor a lei que obrigava os ciclomotores – as populares “cinquentinhas” – a serem regularizadas e emplacadas, mesmo que não fossem “zero quilômetro”. Isso fez com que modelos como a Shineray XY 50 (47.780) e a Traxx JL 50 (20.597) aparecessem entre as 10 mais vendidas, ou emplacadas. Esse tipo de veículo certamente faz sucesso em regiões mais pobres, mas seus números foram inflados – e, portanto, optamos por tirá-los do ranking das mais vendidas para evitar distorções. Confira agora uma lista dos 10 modelos de motos, motonetas e scooter mais vendidos em 2016.

1 – Honda CG 160 – 224.212 – Mesmo quarentona, já que a primeira versão foi lançada em 1976, a Honda CG continuou sua história de sucesso em 2016, mas agora em sua versão de 160cc. Sua fama de robusta e a liquidez do modelo são alguns dos motivos de seu sucesso. Vendida em quatro versões – a utilitária Cargo; a pé-de-boi Start, a espartana Fan, e a topo de linha Titan – a street da Honda tem motor bicombustível de 162,7 cm³ e pode gerar até 15,1 cv de potência máxima quando abastecida com etanol. Uma curiosidade: a Honda CG 160 não é apenas a moto mais vendida do Brasil com 224.212 unidades, ela ocupa também o posto de veículo mais vendido do Brasil, deixando para trás o Chevrolet Onix, que teve 153.372 unidades emplacadas no ano passado.

2 – Honda NXR 160 Bros – 127.205 – Equipada com o mesmo motor da CG 160, a trail urbana da Honda também vendeu bem no ano passado. Roda aro 19 na dianteira, pneus de uso misto, suspensões de longo curso e conforto para enfrentar a buraqueira de nossas ruas e estradas são as razões que levam muitos motociclistas a optarem pela Bros ao invés da CG. Vendida em duas versões, sendo a mais sofisticada com freio a disco nas duas rodas, a Bros 160 também é flex e tem painel digital.

3 – Honda Biz – 118.798 – Outro sucesso de vendas da Honda, a Biz consegue unir a praticidade do espaço sob o banco do scooter com a facilidade de pilotagem do câmbio com embreagem centrífuga das CUB em um só veículo. Adorado pelas mulheres, em função do escudo protetor e do pedal de marchas feito para elas, a Biz é vendida com duas motorizações diferentes. A Biz 110i é mais simples e traz rodas raiadas e freios a tambor. Já a versão de 125cc, sai de fábrica com rodas de liga-leve e frio a disco na dianteira.

4 – Honda Pop 110i – 80.397 – A motoneta de entrada da Honda ganhou um novo motor de 110cc e injeção eletrônica para continuar a vender bem em 2016. Criticada pelo seu visual simplista demais, a Pop 110i aproveita-se da fama da marca e de seu preço acessível – a partir de R$ 5.570 – para enfrentar as motonetas chinesas e os ciclomotores nas regiões mais pobres do Brasil. Embora seu design não encante, a Pop é praticamente uma Biz: tem o mesmo motor de 110cc, câmbio rotativo, mas embreagem manual, e sem o espaço sob o banco.

5 – Honda CG 125i – 36.555 – o motor de 125cc ainda continua fazendo sucesso na linha CG. E para 2016, a CG Fan 125i ganhou injeção eletrônica para ficar mais econômica: em nosso teste rodamos quase 50 km com um litro de gasolina! Com isso, o modelo tornou-se ainda mais atrativo para quem usa a moto como instrumento de trabalho. Para conseguir um preço atrativo – R$ 7.090 – a Honda adotou partida a pedal e freio a tambor na versão de 125cc da popular CG.

6 – Honda CG 150 – 33.284 – Embora tenha sido substituída pela versão de 160cc no final de 2015, deveria haver ainda um grande estoque do CG 150 nas concessionárias do Brasil afora, pois o modelo ocupa a sexta posição entre os mais vendidos no ano passado.

7 – Honda CB 250 F Twister – 24.598 – “Renascida” no Salão Duas Rodas 2015, a Twister herdou apenas o nome de sua antecessora, afinal o monocilíndrico bicombustível de 249,5 cm³ é completamente novo: comando simples no cabeçote, câmbio de seis marchas e 22,6 cv de potência com etanol. Além disso, a CB Twister ganhou visual moderno, lanterna de LED, painel digital completo e freios ABS de série. Pelo jeito, a aposta da Honda em resgatar o nome Twister fez sucesso, já que o modelo foi o sétimo mais vendido em 2016.

8 – Honda PCX 150 – 22.539 – Primeiro scooter a figurar entre os dez veículos de duas rodas mais vendidos do Brasil, o PCX 150 é prova de que esse tipo de veículo está caindo no gosto do motociclista brasileiro. O PCX também foi atualizado no modelo 2016. Ganhou novo design, farol de LED, painel mais completo e um motor de 149,3 cm ³. Equipado com freios combinados, a PCX 150 ainda ganhou tomada auxiliar de 12V para atrair um público que não pode ficar sem recarregar seu smartphone.

9 – Yamaha YBR Factor 150 – 21.885 – Mostrada no Salão Duas Rodas 2015 com o objetivo de ampliar a participação da Yamaha nos modelos de entrada, a Factor 150 parece ter cumprido com seu objetivo, pois é a única moto de outra marca a quebrar a hegemonia da Honda entre as 10 mais vendidas do ano passado. Equipada com o mesmo motor flex da Fazer 150, porém ajustado para ser mais econômico, a Factor 150 tem visual mais espartano e é vendida em duas versões: a E, com rodas raiadas e freios a tambor; e a ED com rodas de liga-leve e freio a disco na dianteira. O preço parte de R$ 7.790.

10 – Honda XRE 300 – 20.583 – A aventureira de entrada da Honda é outro modelo que foi renovado para 2016: ganhou mudanças no cabeçote do motor flex de 300cc para atender as regras da segunda fase do Promot IV, que entraram em vigor no início deste ano, e passou a produzir 25,6 cv de potência contra os 26,2 cv da versão anterior. Ganhou ainda tampa de combustível articulada e aumentou a capacidade do tanque para 13,8 litros. Vendida em duas versões – uma delas com freios C-ABS (R$ 18.190), projetados para funcionar na terra –, a XRE 300 continua uma boa opção para quem busca uma moto confortável e acessível para viajar. Tanto que ainda manteve sua posição entre as mais vendidas em 2016.