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Novo SW4 não tem vocação para voltar a servir de camburão

Focado em conforto e requinte, SUV cobra caro por conjunto eficiente para a família

WM1 / 19/02/2016 às 18:37atualizado 10/07/2016 às 14:45
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Vai ser difícil ver o novo Toyota SW4 servindo de camburão. A tarefa cumprida por antepassados do SUV em algumas cidades brasileiras não parece ser o destino da nova geração do modelo. Não só pelo nível de acabamento e conforto do carro, mas também por seu valor: parte de R$ 205 mil e pode chegar a R$ 225 mil.

O valor inicial é referente ao modelo equipado com o novo motor 4.0 V6 de 238 cv a 5.200 e torque de 38,5 kgf.m a 3.800. A versão de seis canecos, no entanto, deve corresponder a apenas 5% das 12 mil vendas previstas para o modelo nos próximos 12 meses, segundo a Toyota.

A configuração mais vista nas ruas será a turbodiesel, equipada com um bloco de 2,8 litros de 177 cv a 3.400 rpm, que substitui o também diesel 3.0 de 171 cv. O novo motor é o mesmo que equipa a nova Hilux e empurra bem o trambolhão de 2.130 quilos da carroceria de sete lugares testada pela WebMotors.

Os 120 km/h são atingidos com tranquilidade na estrada e são mantidos com nível de giro médio a 2.000 rpm. O melhor é que o isolamento acústico foi bem ajustado, tornando a viagem mais agradável e tirando aquela impressão de que se está andando em um caminhão de luxo, característica comum de veículos a diesel.

Algo que agrada e que nem são tão necessárias em veículos grandes são as aletas atrás do volante que permitem gerenciar manualmente a transmissão. Ela tem caixa automática de seis marchas e compreende bem a tocada que o motorista deseja. Chama atenção o fato de ela não escalonar automaticamente quando o condutor chega ao corte de giro.

É curioso ainda a boa entrega de equipamentos off-road, embora o público do novo SW4 ser predominantemente urbano. Há sistema de tração 4X4 com reduzida, controle de tração e de terrenos íngremes.

Mas, voltemos ao conforto, que é o que mais importa em um carro para a família. O interior mudou bastante em termos de material e design. Os bancos são de couro em tonalidade marrom e há partes que imitam madeira presentes no volante e no console central. Também é destaque o emprego de couro em diversas partes do painel e das portas.

Mais um destaque, só que negativo, é a manutenção do relógio digital na parte central do painel. É arcaico e não agrega nada de bom em design ou usabilidade. Não é nenhum tipo de legado que precisaria perdurar nos novos carros da Toyota.

Outro paradigma entre modernidade e antiguidade é a nova central multimídia com tela de sete polegadas. Ela tem layout que remete a um tablet e possui até TV digital, além de GPS. Mas a experiência atual para por aí. O funcionamento é ruim. Além de pouco intuitivo, o sistema não responde bem aos comandos.  

Por outro lado, vai bem o sistema de climatização digital com saídas de ar-condicionado para todas as fileiras. Também é positiva a solução para rebater os bancos traseiros em busca de mais volume para o bagageiro.

Falando em dimensões, houve aumento de 9 centímetros no comprimento, totalizando 4,79 metros. A largura também foi incrementada em 1,5 cm, com 1,85 m no total.

O porte do carro também parece maior por meio da carroceria com desenho agressivo. A grade agora tem três barras horizontais cromadas, novo formato de para-choque e grade inferior, além de faróis bi-LED e luzes de atuação diurna. Ela parece um tanto desgarrada do restante do design. Nas laterias, por exemplo, há uma linha marcante que possui uma barra cromada com uma linha que sobe a partir da última coluna. Por fim, mas não menos impactante, a parte traseira traz lanternas em LED em vez daquelas com formato circular da geração anterior.

MOTOR FLEX

Para quem está esperando informações sobre motorização bicombustível para o SW4, vamos lá: versão flex só no segundo semestre. Por enquanto, a gama consiste em apenas uma versão de acabamento, chamada de SRX. Na configuração V6, o carro tem obrigatoriamente sete lugares e custa R$ 205 mil. Quando o SUV é equipado com o bloco turbodiesel, o valor sobe para R$ 220 mil na carroceria com cinco lugares e chega a R$ 225 mil, com mais dois assentos.

Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.

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