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Mini Countryman 2017

Mini Countryman quer ganhar espaço entre os SUVs

Maior e mais versátil dos modelos da Mini, nova geração do crossover parte de R$ 144.950

WM1 / 26/05/2017 às 19:00

Mini é um adjetivo para designar o que é mais pequeno do que o tamanho normal. Com a fabricante de carros, a inglesa Mini, foi assim desde o início em 1959. Depois que a alemã BMW comprou a marca, a tradição de construir carrinhos divertidos e cheios de detalhes foi mantida, os nomes foram mantidos, mas o tamanho não.

Nesta semana, a Mini apresentou no Brasil a segunda geração do Countryman. O crossover, que já era o maior carro da marca, cresceu 20 centímetros em comprimento, recebeu sutis mudanças no visual e ganhou mais tecnologia.

João Veloso, gerente de comunicação do grupo BMW justificou as novas dimensões e o novo posicionamento do carro com a simples frase: “Um em cada três carros vendidos pelo Grupo BMW é em SUV”. Para bom entendedor, uma frase basta.

Eles, no entanto, apelidaram o Countryman de SAV, Sport Activity Vehicle. E convenhamos, ele é o Mini mais versátil, consegue até encarar uma estradinha de terra leve sem que você precise deixar o salário no quiroprata para consertar a coluna. Então, se você quer um Mini para a família, mais espaçoso e confortável, é pra este cara que você tem que olhar.

Preços e versões

O crossover (não vou conseguir chamá-lo de SAV, não adianta) chega em três versões - Cooper, Cooper S e All4 - com dois tipos de motorização, um motor 1.5 de três cilindros twin turbo de 136 cv e um 2.0 de quatro cilindros que gera 192 cv. A All4, top de linha com tração integral, chegou no mês passado.

Mini Cooper Countryman R$ 144.950

Mini Cooper S Countryman R$ 164.950

Mini Cooper S All4 Countryman R$ 189.950

Grande Mini

Esta nova geração do Countryman, que utiliza a mesma plataforma do Clubman e do BMW X1, é o maior Mini já produzido pela marca. Ele cresceu impressionantes 20 cm no comprimento, totalizando 4,29 metros, 1,82 metro de largura, 1,55 metro de altura e 2,67 metros de entre-eixos (4 cm a mais que o Jeep Compass).  

Outro lugar em que o Mini “cresceu” foi no do porta-malas, cujo espaço para bagagem passou de 350 litros para generosos 450 litros. Para efeito de comparação, são 13 litros a mais de capacidade do que o Honda HR-V, o líder de vendas no segmento de SUVs compactos. Impressionante, não?

Bem-vindo ao fantástico mundo da Mini

Todos os carros da Mini são lúdicos. Se você nunca entrou em um, vai ficar maravilhado com a riqueza de detalhes, o cuidado no acabamento, as cores. As crianças amam, mas quem tem CNH ama ainda mais. E essa é a melhor parte: ser divertido em todos os sentidos.

Para começar o test drive do novo Countryman, escolhi o top de linha Cooper S ALL4. A cabine conta com estratégicos pontos de iluminação cujas cores podem ser alteradas para a de sua preferência. O acamabento do painel também conta com a iluminação colorida, assim como o grande aro central – marca registrada do interior dos carros da marca – que envolve uma tela touch de 8,8 polegadas com GPS, rádio, bluetoooth, hd interno de 20 GB e até um timer que traduz a vibração da suspensão em um “mini big foot” mostrado na tela da central multimídia. Funciona assim, quanto maior a buraqueira, mais “monstro” seu Mini fica na tela do timer. Não se empolgue, ele não cresce, é só uma gracinha da marca e, caso você amasse uma roda, a brincadeira vai perder a graça rapidinho.

No mais, ele tem sistema de som Hi-Fi Harman/Kardon, assentos elétricos com memória, teto solar elétrico em cristal, ar condicionado dual-zone, câmera de ré, sensor de estacionamento, bancos em couro, entre outros itens.

Mãos no couro Nappa do volante esportivo multifuncional e pé direito lá embaixo. Esta versão, assim como a Cooper S, é equipada motor com 2.0 biturbo de quatro cilindros, que entrega 192 cv entre 5.000 rpm e 6.000 rpm e torque de 28,55 kgf.m que entra cedinho. A partir de 1.350 giros boa parte da força está disponível e isso agrada muito, especialmente em percursos urbanos.

O motor - que também equipa o BMW Série 2 Acvive Tourer e o X1, por exemplo – está acoplado a um câmbio automático de 8 marchas com um divertido sistema de Launch Control, para arrancadas rápidas. Se quiser deixar o drive mais divertido, nesta configuração há borboletas para trocas atrás do volante. Use sem moderação.

 A tração é integral e inteligente, o que quer dizer que ela calcula e distribui automaticamente a força em cada roda. Em modo padrão, a distribuição é de 45% na dianteira e 55% na traseira para que o carro não perca a famosa característica “Go Kart Feeling”.

Há modos de pilotagem (Sport, Mid e Green) para o motorista escolher, mas em qualquer um deles vemos a velocidade subir quase que sem perceber. Felizmente, há um head-up display que projeta bem na nossa frente, entre outras informações, a velocidade do carro. Só assim pra tirar o pé... O 0 a 100 km/h é feito em 7,2 segundos e a velocidade máxima é de 222 km/h, segundo a montadora.

Nesta versão, as rodas são aro 19 com pneus run flat 225/45, mas não ache que ele é desconfortável por ter um pneu de perfil mais baixo e rodas grandes. A suspensão adaptativa faz seu trabalho direitinho e os ocupantes viajam com bastante conforto mesmo em pisos irregulares e esburacados.

Surpresa boa: motor 1.5 de três cilindros

Desci do salto para conferir a versão “de entrada” Cooper, vendida a R$ 144.950. O interior é bem menos enfeitado, com acabamento mais simples e sóbrio, mas ainda assim muito bom, com painel todo emborrachado e rádio com tela de 6,5 polegadas. De série, ele conta com volante multifuncional revestido em couro, bancos com ajuste elétrico, ar condicionado digital e faróis Full LED.

Os bancos são em couro sintético e as rodas aro 17 com pneus 255/55. Como opcionais, a marca oferece teto solar (R$ 4 mil), câmera de ré (R$ 3 mil), faixas esportivas (R$ 500) e pacote Parking, que adiciona sensor de estacionamento dianteiro e assistente (R$ 4 mil). O que me surpreendeu, todavia, foi o conjunto mecânico.

A versão de entrada vem equipada com o motor 1.5 de três cilindros turbo, capaz de gerar 136 cv entre 4.400 e 6.000 giros e 22,43 kgf.m de torque, entregue entre 1.400 a 4.300 rpm. O motor trabalha lisinho e, além de ter uma curva de torque muito favorável em baixos regimes, empurra com vontade os 1.390 kg do Countryman. Desempenho bem honesto. Fiquei aguardando aquela vibração característica dos motores de três cilindos e... nada! Esta versão conta com um bem escalonado câmbio de seis marchas automático e, para coroar este conjunto bem acertado, a direção elétrica é extremamente direta. Trocando em miúdos, a volta para casa com o Mini Cooper Countryman foi mais divertida do que eu esperava.

O preço não é mini

A Mini cobra caro pela diversão. E quando o valor na etiqueta é alto, não dá para fazer vista grossa para pintura mal feita (casca de laranja, como na foto abaixo) ou uma pecinha mal encaixada. Poxa, Mini! Se pagamos por qualidade temos que cobrá-la, não é? Simples.

Com R$ 144.950 (que é o mais em conta dos três) é possível comprar muitos modelos legais, de diversas propostas. A Mini aposta na proposta divertida e no visual único, e espera vender 500 unidades por ano. Para quem sempre sonhou em ter um Mini na garagem, mas mas só agora que a família cresceu conseguiu saldo no banco para isso, o Countryman é a opção ideal. Dá pra carregar a família toda com conforto e ainda brincar de kart (depois que deixar as crianças na escola, claro).