Combustível

Onde é mais barato encher o tanque no Brasil?

Saiba em quais capitais brasileiras a gasolina e o etanol são mais baratos

WM1 / 04/04/2017 às 10:30atualizado 05/04/2017 às 10:06

O Brasil é um país de dimensões continentais e, seja por questões de logística ou tributárias, existe grande diferença nos preços dos combustíveis de estado para estado. Com base em levantamento semanal de preços mais recente realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), referente a última semana de março de 2017, montamos uma relação com o preço médio da gasolina e do etanol nas 26 capitais brasileiras.

Nesse ranking de preços, Recife, a capital de Pernambuco, tem o litro de gasolina mais em conta (média de R$ 3,261), seguida por São Luís (Maranhão), com preço de R$ 3,413, e Curitiba, no Paraná (R$ 3,454). A capital brasileira onde o combustível é mais caro é Rio Branco, no Acre, onde a média do preço do combustível é de R$ 4,177.

Quando o assunto é etanol, a capital campeã em preço baixo é São Paulo, onde a média do litro é de R$ 2,468. Na segunda posição aparece Cuiabá, no Mato Grosso (R$ 2,560), logo à frente de Goiânia (GO), com média de R$ 2,627). A capital onde o derivado da cana de açúcar tem o preço mais salgado é Macapá, no Amapá, onde é preciso gastar em média R$ 3,890 pelo litro de etanol. O interessante é que, nessa cidade, o levantamento de preços da ANP referente ao combustível tem apenas um posto. É uma prova que a oferta de etanol na cidade é praticamente inexistente, por conta do preço muito elevado e da consequente baixa procura pelo consumidor.

INFOGRÁFICO 

Clique no ícone da bomba de combustível localizado em cada cidade para saber os valores da gasolina e etanol.

De fato, se em cidades como São Paulo, Cuiabá e Curitiba (PR) o álcool combustível é um opção interessante, sempre que seu preço for pelo menos 30% inferior ao da gasolina (porque tem consumo médio cerca de 30% maior), em outras capitais carros flex costumam passar toda a sua vida útil sendo abastecidos exclusivamente com gasolina – por conta do preço muito elevado do etanol.

No caso do etanol, é fácil entender porque ele tem preço competitivo sobretudo no Sudeste, no Paraná (especialmente no norte do estado) e no Centro-Oeste: de acordo com a Unica (União da Indústrica de Cana-de-Açúcar), cerca de 90% da produção de cana no Brasil está concentrada nessas localidades, sendo o estado de São Paulo é sozinho responsável por 60% da produção do vegetal.

Quanto à gasolina, novamente os preços mais em conta estão relacionados em parte à proximidade de determinadas cidades de refinarias de petróleo. Recife, por exemplo, está a apenas 45 km da Refinaria de Abreu e Lima, da Petrobras.

Além dos custos de transporte do combustível até a bomba do posto, outro fator crucial para determinar a grande diferença nos preços de capital para capital é a carga tributária, especialmente o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), cuja incidência varia de acordo com o estado. Segundo a Fecombustíveis (Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes), esse tributo tem uma variação de 25% a 32%, no caso da gasolina, e de 12% a 30%, no caso do etanol.

Ainda de acordo com a Fecombustíveis, em média 37% do valor pago pelo litro de gasolina correspondem a impostos (ICMS, estadual, mais Pis/Cofins e Cide, tributos federais). No caso do etanol, que não recolhe os tributos federais, a carga de impostos é de 16%.

Por Alessandro Reis

Com combustível de alta octanagem correndo pelas veias, a equipe de jornalistas do WM1 está sempre acelerando em busca das informações mais relevantes para quem está à procura do melhor negócio ou é apenas mais um aficionado por carros!

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