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Mercado brasileiro deve cair em 2016 e 2017, diz Ghosn

CEO da Nissan, porém, coloca o País como estratégico para os planos da marca na AL

WM1 / 05/01/2016 às 00:14atualizado 10/07/2016 às 14:47
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(Rio de Janeiro) - O CEO mundial da Nissan, Carlos Ghosn, declarou nesta segunda-feira no Rio de Janeiro não estar tão otimista com uma retração de apenas 5% do mercado automotivo brasileiro em 2016, como alguns economistas têm apontado. De acordo com ele, o setor voltará a crescer no País somente em 2018. Em 2015, a queda deverá ser acima dos 25% em comparação a 2014.

“Uma queda de 5% (2016), em particular, acho muito otimista. Se contrair apenas 5% será muito bom”, afirmou o executivo brasileiro durante entrevista coletiva em que anunciou a produção do utilitário esportivo compacto Kicks no Brasil e o investimento de R$ 750 milhões na planta de Resende (RJ) nos próximos três anos. “Será uma enorme surpresa se o mercado brasileiro voltar a crescer em 2016, ou mesmo em 2017”, completou.

No entanto, apesar de reconhecer que “2015 não foi um grande ano para a Nissan no Brasil”, Ghosn reafirmou ter “grande fé” no mercado nacional. “Estamos em um período de ofensiva (lançamentos de produtos) em um mercado muito ruim”, analisou, deixando claro que a estratégia é investir pesado na baixa do mercado brasileiro para colher bons frutos quando a indústria automotiva voltar a apresentar números positivos.

TOP 3

A Nissan não tem planos ousados para o mercado brasileiro – atualmente é apenas a 9ª marca que mais vende veículos no Brasil (carros de passeio + comerciais leves), com discreta participação de mercado de 2,5%. Entretanto, se por aqui a ambição passa longe, na América Latina o papo é bem diferente. Para Ghosn, a Nissan tem potencial para ser top 3. E para atingir este objetivo, apesar da pindaíba, o Brasil é estratégico.

Segundo ele, as fábricas da marca no México e nos Estados Unidos já estão operando acima da capacidade máxima de produção. Por isso, a planta de Resende passará a exportar veículos para os demais mercados da região, já que é a única que ainda opera abaixo do limite. “As exportações começarão já neste ano”, cravou Ghosn. Hoje, o Brasil produz os modelos March e Versa, e também motores 1.0 e 1.6, ambos bicombustíveis.

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Jogador de futebol frustrado, resolveu ser jornalista para escrever sobre tudo que tivesse motor, fizesse (muito ou pouco) barulho e fosse possível de pilotar. Aficionado por superesportivos e clássicos, pensa agora acelerar também sobre duas rodas...

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