Guia de Compras: Ford Fusion

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WM1 / 16/02/2015 às 00:00atualizado 10/07/2016 às 15:00
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Todo chefe de família quer ser bem recompensado e ao mesmo tempo dar a sua família conforto, segurança e muito luxo a bordo. Para isso, você está a procura de um sedã luxuoso, com status de importado e de preferência que não tenha estilo muito defasado. Mas por outro lado, não pode custar muito e nem ter seguro alto. Com todas estas exigências, as ofertas podem recair diretamente ao Ford Fusion.

O modelo começou a ser importado do México em meados de 2006 em uma única versão, a SEL, que vinha com acendimento automático dos faróis, ar-condicionado automático, air bag frontal duplo (motorista/passageiro) de dois estágios, airbag lateral, airbag de cortina para os vidros laterais, banco do motorista com regulagem elétrica, bancos e volante em couro, CD player com leitura de arquivos MP3 e capacidade para seis discos, computador de bordo com diagnóstico e bússola, controles do rádio, ar condicionado e piloto automático no volante, freios a disco nas quatro rodas com auxílio de ABS e EBD, câmbio automático de cinco marchas, rodas 225x50 R17, tudo de série. Opcionalmente, havia o teto solar elétrico. Equipado com motor de 2,3 litros de quatro cilindros, rendia até 162 cv disponíveis a partir das 6.500 rpm. O torque de 20,7 kgfm surgia nas 4.500 rpm.

No ano seguinte, surgiram sensor de estacionamento traseiro, sistema de monitoramento da pressão dos pneus e abertura das portas com acionamento por teclas, tudo de série. Mas em 2009, surgiria a primeira e leve reestilização com mudanças mais evidentes nas grades, para-choques e faróis e lanternas. Junto a esta mudança, viriam novos motores: 2.5 16v de quatro cilindros e 173 cv que entrava no lugar do 2,3 litros, além da top 3.0 V6 de 243 cv.

A primeira e leve reestilização só chegaria em 2009 com novos conjunto ótico, grade maior e para-choque com entradas de ar maiores que juntos denotava um ar mais agressivo e esportivo ao sedã de luxo da Ford. Atrás, as mudanças ocorreram nos novos desenhos das lanternas e tampa traseira redesenhada. Junto a isso, estreava os novos motores 2.5 16V de quatro cilindros e 173 cv e o tão esperado 3.0 de seis cilindros em V e 243 cv, ambos associados a uma transmissão automática de seis velocidades. O destaque ficava por conta do torque do V6 de brutais 30,8 kgfm. Outra novidade era a adição do controle de estabilidade para as duas versões, porém a opção de trocas sequenciais no volante era exclusivo da topo de linha. Outra melhoria da linha ocorreu no sistema de direção que passou a ser elétrica, antes hidráulica. Com isso, o diâmetro de giro foi reduzido de 12,2 para 11,4 metros, facilitando retornos e manobras.

Para a linha 2011, a Ford adotou sistema de chave inteligente, câmera de ré e sensor de chuva e neste período viria a versão Hybrid (híbrida) equipada com dois motores, um a combustão de 2.5 litros de 158 cv e outro elétrico a bateria de 36 cv que é acoplado a um gerador que é usado na partida através da tração elétrica. O motor a combustão só entra em ação quando aumenta a velocidade ou é preciso recarregar a bateria. Para 2011, a V6 ganhava tração dianteira FWD (Front Wheel Drive), mas a tração integral chegaria logo no ano seguinte na segunda geração que passava a adotar o nome Titanium. Totalmente reformulada, a nova geração do sedã adotava a nova identidade da marca com grade em formato de trapézio invertido originado do conceito Ford Evos. Outro destaque ficou por conta da nova plataforma desenvolvida na Europa. Quanto aos motores, o Fusion passava a ser equipado com o novo motor EcoBoost turbo de quatro cilindros e 2,0 litros que desenvolvia excelentes 240 cv, e que substituía o 3.0 V6 do modelo anterior, com 243 cv. Apesar de ter menos 3 cv em relação ao V6, o turbo de quatro cilindros compensava no torque de 34,5 kgfm contra 30,8 kgfm do antigo propulsor. A versão de entrada receberia a tecnologia flexível a partir de 2013, ano em que chegaria também a tração dianteira FWD à Titanium.

DE OLHO NA COMPRA
Custando menos de R$ 32.000 na versão SEL 2.3 2006 (um Civic LXS 2007 mecânico custa R$ 34.368), o sedã agrada pela boa relação custo-benefício oferecendo importantes itens de segurança como airbags frontais de duplo estágio e de cortina laterais, distribuição eletrônica de frenagem EBD. Por outro lado, a desvalorização do modelo é alta e os preços das peças são caros. Um para-choque chega a ser cotado em mais de R$ 1.500 reais. Em compensação, se você está pensando no Fusion, vá em frente, pois entre seus concorrentes, é ele o que oferece o seguro mais barato do segmento de sedãs grandes: R$ 3.266, contra R$ 5.851 do Honda Accord e R$ 3.699 do Hyundai Azera, todos eles do ano e modelo 2007 e com o perfil 34 anos, solteiro e morador em São Paulo (cotação feita no dia 09/02/2015).

Ao comprar um Fusion usado, dê preferência aos que ainda estão na garantia, pois as peças para este modelo não são baratas como todo importado e, dependendo da peça, a substituição é gratuita.

Na hora do test-drive, verifique possíveis ruídos no conjunto da suspensão e motor/câmbio. Todos estes itens costumam apresentar folgas e trepidações com o tempo devido a fragilidade dos componentes como pinos de sustentação (pinças e cavaletes dos freios) e buchas (ou coxins). Atenção em especial aos coxins do motor e câmbio que conforme o estágio dos mesmos, pode apresentar ruídos metálicos, resultado do atrito entre a base de apoio e o suporte destes componentes.

Atente para o sistema de freios. Não são raros os casos de ruídos e trepidações, problema que foi reportado por vários donos. Segundo a Ford, o problema estaria no pino e molas de fixação do cavalete e pinças de freio que devido ao tamanho e fragilidade destes componentes, poderiam gerar os tais ruídos e trepidações que passam ao pedal de freio.

Cuidado também com o braço e a barra de direção que pode apresentar desgaste. Os sintomas são os indesejáveis ruídos ao passar por ruas de paralelepípedo. No caso da caixa de direção foi, inclusive, alvo de recall dos modelos produzidos em 2013. Outro recall envolve o reclinador do encosto do assento dianteiro direito (passageiro) e a bomba de combustível das unidades produzidas em 2012 e 2013. Verifique através da central de atendimento 0800 703 3673 ou pelo site da marca www.ford.com.br se o modelo passou por estes chamados.

Na parte interna, cheque o estado dos bancos forrados de couro sintético que são frágeis e com o tempo podem apresentar riscos ou rasgos. Verifique se ainda está na garantia. Caso contrário, terá que substituí-lo e isso não vai sair por menos de R$ 2.000, por cada estofamento. No caso do teto solar, alguns donos reclamam da baixa qualidade e durabilidade da borracha de vedação do acessório que com o tempo apresentam trincas. A solução é trocá-los antes que cause infiltrações. Na dúvida, leve-o para um teste no lava-rápido. Depois faça um teste no computador de bordo e veja se todas as funções são apresentadas normalmente.  Boa compra!

OUTRA OPÇÃO DE USADO É: HYUNDAI AZERA
Ele é mais recheado e oferece o que a maioria dos sedãs de luxo não oferece como ar-condicionado digital de duas zonas, acabamento em madeira, dez airbags, câmbio automático de cinco marchas, bancos de couro com ajustes elétricos e o melhor: a garantia que dependendo do ano, ainda poderá gozar do benefício por mais de quatro anos pela frente. Outra vantagem está na dirigibilidade que oferece um rodar mais suave e uma filtragem melhor das imperfeições do piso brasileiro. O motor V6 de 3,3 litros funciona em sintonia perfeita com o câmbio automático de cinco marchas, e passa aos passageiros um rodar mais macio, sem deixar de lado a firmeza nas curvas. Em compensação, o Azera oferece o seguro mais caro: R$ 3.266 contra R$ 3.699.

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Jornalista especializado automotivo, ele possui várias reportagens publicadas em revistas nacionais e internacionais. Se interessa pelo noticiário de mercado de usados e dicas de conservação. Um de seus passatempos favoritos é assistir a bons filmes de aç

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