Guia de Compras: Citroën Aircross

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WM1 / 27/11/2015 às 00:00atualizado 10/07/2016 às 14:48
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O Citroën Aircross sempre atraiu a sua atenção por ter um apelo offroad contemplado pelo estepe preso à tampa traseira, mas o valor de compra sempre foi um empecilho na decisão. A oportunidade pode ter batido à sua porta! O modelo lançado em 2010 ainda tem design atual, o que garante certo status para quem procura por um modelo usado, mas que não tem tanto dinheiro para comprar um novo.

Desenvolvido exclusivamente para o mercado da América do Sul e produzido na fábrica da Citroën em Porto Real (RJ), a minivan chegava em três versões: GL, equipada com vidros elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica e computador de bordo; GLX, com todos os acessórios da GL mais faróis de neblina, vidros traseiros elétricos, bússola e inclinômetro e Exclusive, com sistema de navegação, ar-condicionado digital, controlador de velocidade de cruzeiro (piloto automático), airbag duplo, sistema de freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD), alarme, pedais e maçanetas cromadas, mas sensores de chuva, estacionamento e faróis com acendimento automático era vendidos à parte como opcional. Todas eram equipadas com motor 1.6 16V flexível com potências de 113 cv quando abastecido com etanol e 110 cv com gasolina.

Para 2011, era ofertada para as versões GLX e Exclusive a opção da transmissão automática de quatro velocidades. Um ano depois, surge o motor 1.6 16V Flex Start com 122/115 cv, estreado pelo Peugeot 308, mas a série especial Atacama - deserto localizado no norte do Chile - só chegaria em 2013. Baseado nas versões GLX (com câmbio manual) e Exclusive (câmbio automático), a exclusividade ficava por conta de nova guarnição no para-choque dianteiro, barras de teto transversais (incorporadas às barras longitudinais, de série nas outras versões), emblema nos para-lamas dianteiros e cobertura de estepe com o nome da serie limitada.

No primeiro semestre de 2014, já como linha 2015, a minivan recebia pequenas mudanças estéticas como faróis com máscara negra, barras de teto na cor grafite, molduras dos faróis de neblina e estribos. Além disso, toda a linha passou a vir de série com detector de obstáculos traseiro. Com isso, a família era reorganizada com duas versões: Tendance que entrava no lugar da GLX e a topo de linha Exclusive, as duas com a opção do câmbio automático.

Para o final de 2014, a Citroën lançava outra série especial, a Salomon – nome de empresa de vestuário e equipamentos esportivos - limitada em apenas 470 unidades. As diferenças eram: logos alusivos à série, rack de teto com barras transversais, rodas de liga leve de 16 polegadas com design exclusivo e uma capa de estepe feita de couro sintético com a marca Salomon. 

De olho na compra

Ele ainda é um modelo novo no mercado de usados e recentemente passou por uma reestilização. Desde o seu lançamento, em 2010, a Citroën deu a garantia de três anos de garantia para a minivan, o que pode ser uma boa alternativa dar preferência para as unidades usadas a partir de 2013. Nesse ano, você ainda terá mais um ano pela frente de garantia. No entanto, como via de regra, é preciso ficar muito atento, como sempre falamos aqui neste guia, para as manutenções que o antigo dono prestou. Para isso, a boa e velha regra é pedir ao proprietário o manual com os devidos carimbos das concessionárias autorizadas. Não tem desculpa: se perdeu o livreto, evite a compra.

Um dos pontos fortes da minivan é o estilo offroad que encanta principalmente o público feminino. A boa altura em relação ao solo e o espaço interno para os cinco passageiros são alvo de elogios pelos proprietários, assim como o acabamento interno caprichado, ainda que abuse do plástico. O nível de equipamentos também não deixa a desejar e oferece desde vidros elétricos, ar-condicionado, direção hidráulica e computador de bordo na versão mais simples GL. No mercado de usados, em nosso site do Webmotors é possível encontrar excelentes oportunidades com preços abaixo da tabela e com sorte ainda na garantia de fábrica. Por isso, pesquise bastante e não deixe a ansiedade falar mais alto. Olhe atentamente o estado geral do modelo, sobretudo por baixo do assoalho, para-choques, para-barros, para-lamas. Qualquer marca de raspão, pode denunciar um uso mais severo.

Entre os pontos negativos, está o fraco desempenho do motor 1.6 para o peso do carro. Outra reclamação vem do consumo alto, com valores declarados de até 5 km/l na cidade e 7,5 km/l, com o ar desligado. Por isso, a dica é dar preferência para as unidades produzidas a partir de 2012, ano em que passaram a vir equipadas com motor de melhor desempenho, 1.6 16V Flex Start com 122/115 cv, mas ainda assim o consumo é alto, principalmente nas versões automáticas. O serviço de pós-venda em algumas autorizadas deixa a desejar com algumas peças que não têm a pronta-entrega, além do mau atendimento e dos altos valores cobrados. Um simples filtro do ar-condicionado, por exemplo, que demanda trocas periódicas, não sai por menos de R$ 80 enquanto um silenciador traseiro sai por quase R$ 900.

Quanto aos ruídos, na hora de você testar o Aircross que estiver de olho, procure avaliar possíveis ruídos, principalmente oriundos da tampa traseira. O problema pode estar no suporte do estepe com folga ou no acabamento do forro interno da tampa. Nos forros das portas, o barulho também é comum, segundo relatos de donos. Nesse caso, a dica é levar em alguma oficina especializada em tirar ruídos. Lá eles desmontarão os forros e aplicarão espumas nas áreas onde há maior atrito. Dependendo do problema, o custo pode variar de R$ 60 a R$ 800.

Outros problemas estão atrelados aos recalls que o modelo já passou como o da fechadura do capô (abril/2011); verificação e substituição dos flexíveis do freio dianteiro das unidades produzidas em março de 2010 e abril de 2012 (julho/2012); verificação dos rebites dos braços da suspensão dianteira dos modelos fabricados entre julho e agosto de 2013 (novembro/2013); substituição dos braços da suspensão dos carros feitos em maio até dezembro de 2013 (dezembro/2014) e, por fim, a substituição dos flexíveis de freios dianteiros com produção em fevereiro de 2012 até abril de 2012 (setembro/2015). Boa compra!

OUTRA OPÇÃO DE USADO É: FIAT IDEA ADVENTURE

Presente desde 2006, a Idea Adventure também vem bem equipada de série. Traz pneus para uso misto 205/70 R15, rack no teto, luzes de direção acopladas aos retrovisores, faróis de profundidade e de neblina e saias laterais simulando estribos e estepe localizado na tampa do porta-malas, que dá um visual de offroad. Por dentro, há ainda bússola e inclinômetro transversal e longitudinal. Os únicos opcionais são bancos em couro e freios ABS, itens cada vez mais valorizados no mercado de usados, assim como o câmbio Dualogic - com opções de trocas de marchas no modo manual ou automático, além do botão “S”, função que permite um melhor aproveitamento do desempenho no modo automático - oferecido a partir de 2009. Se você quer agilidade, a Idea faz bonito com seu motor 1.8 com potências de 114 cv (etanol) e 112 cv (gasolina), além de oferecer a cotação de seguro de 5,5% - em média - mais em conta para o perfil masculino, 34 anos, casado e morador de São Paulo (SP).

Porém é na questão do acabamento que o modelo da Citroën tem a preferência, além do porta-malas com volume de 403 litros, ou 23 litros a mais do Idea Adventure.

Consulte preços de carros novos e usados na Tabela Fipe e WebMotors.

 

Jornalista especializado automotivo, ele possui várias reportagens publicadas em revistas nacionais e internacionais. Se interessa pelo noticiário de mercado de usados e dicas de conservação. Um de seus passatempos favoritos é assistir a bons filmes de aç

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