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Velozes 8 foca nos absurdos e esquece dos carros

Filme protagonizado por Vin Diesel é atração mais para quem curte ação do que automóveis

WM1 / 13/04/2017 às 20:30

Já faz tempo que Velozes & Furiosos deixou de ser uma franquia de filmes para entusiastas de carro. O terceiro filme, Desafio em Tóquio, foi o último em ficávamos empolgados com drifts e arrancadas, e que nos inspirava a copiar as customizações das máquinas das telonas e coloca-las nos nossos possantes virtuais de Need For Speed: Underground.  Desde então, os roteiros seguem os clichês dos filmes de ação que abusam do limite do absurdo e ilustram os possantes apenas como pano de fundo. E a oitava edição dá sequência aos exageros que viraram a tônica da série protagonizada por Vin Diesel, o famoso Dominic Toretto.

Velozes & Furiosos 8, que estreia em todo o Brasil nesta quinta-feira (13), tem a missão de superar o ápice de exposição alcançado no sétimo filme, que ganhou alto caráter emocional por conta da morte do Paul Walker, vítima de um acidente de carro em 2013 – seu personagem (Brian O’Conner), no entanto, ainda é mencionado na trama como um personagem vivo.

Para tanto, o roteiro de Chris Morgan transforma Toretto em “vilão”, que rompe com o discurso de “família em primeiro” lugar, e volta-se até contra a tão amada Letty (Michelle Rodriguez). Uma pena que os inúmeros e longos trailers tenham anunciado o rumo que a história ia tomar (algo que já virou corriqueiro em superproduções).

Tal roteiro, que chega a abusar da inteligência do espectador, ganha contornos estereotipados e clichês do diretor F. Gary Gray. Cuba parece o paraíso do sexo e da ilegalidade, conforme o Brasil foi ilustrado em Velozes & Furiosos 4.

Por outro lado, a direção é competente em tirar o fôlego a quase todo instante – diálogos são secundários, ainda bem, porque os que existem são banais. Gray, convenhamos, conta com um elenco talentoso, que mantém os carismáticos Dwayne Jhonson e Jason Statham, até o carismático Tyrese Gibson.

Mas uma produção grandiosa, filmada nos Estados Unidos e Rússia, além de Cuba, necessita de uma direção competente e impactante, e é o que Gray proporciona.

Em suma, Velozes & Furiosos 8 está para os filmes de ação como as obras de Adam Sandler estão para a comédia: não é uma obra-prima, mas entretêm. O maior vacilo é a transformação dos carros em coadjuvantes. E aqui vai um spoiler necessário: Se você estava esperando pelo Dodge Challenger SRT Demon, esqueça. Temos de nos contentar com Dodges convencionais. 

Quando deixa um pouco de lado a carreira brilhante como piloto de Gran Turismo e Fórmula 1 (no Playstation), faz cobertura diária do setor automobilístico. Muscles cars e clássicos dos anos 1990 são as máquinas prediletas.

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